Saúde

05/11/2008 - 11:43 (atualizada em 10/11/2008 18:36)

Canhotos tendem a ser menos contundentes

Quem escreve com a mão esquerda costuma hesitar mais diante de decisões

Da Redação

Uma pesquisa da Universidade de Abertay, na Escócia, afirma que pessoas canhotas podem ser mais ansiosas, tímidas ou se sentirem constrangidas para dizer ou fazer o que querem.

Segundo informações da chefe da pesquisa, Lynn Wright, em reportagem da BBC, os canhotos têm mais chances de hesitar frente a uma situação, enquanto que destros tendem a se ser mais condundentes. E este parece ser o caso quando uma tarefa ou situação é nova ou diferente.

Desenvolvimento da pesquisa
Em testes de inibição comportamental, 46 homens e mulheres canhotos pontuaram mais do que os 66 destros testados. Mulheres também pareciam ser ainda mais hesitantes do que homens.

Wright e a equipe de pesquisadores chegaram a estes resultados ao fornecerem aos voluntários um teste comportamental que avalia controle pessoal e impulsividade, traços de personalidade que parecem ter origem em lados opostos do cérebro.

Os cientistas descobriram que, comparados aos destros, canhotos e mulheres tinham mais probabilidade de concordarem com afirmações como "Temo cometer erros" e "Críticas ou censuras me magoam".

Todos os grupos responderam de forma semelhante a declarações como "Costumo agir de forma impulsiva" e "necessito excitação e novas sensações".

Lynn Wright acredita que estes resultados se devem a diferenças nas conexões dos cérebros dos canhotos e dos destros.

"Nos canhotos o lado direito do cérebro é dominante e este é o lado que parece controlar os aspectos negativos da emoção. Nos destros, o lado esquerdo domina", afirmou.

Mas, a equipe de pesquisadores afirmou que o fato de que algumas pessoas usam mais o lado direito do cérebro ao invés do lado esquerdo não é um indicador de suas personalidades de forma nenhuma. 

Este traço simplesmente fornece uma percepção de como as emoções são processadas.

Na verdade, segundo os cientistas, é a forma pela qual processamos informações e emoções que nos diferencia um do outro. Se fosse de outra forma, todas as pessoas que participaram de um evento, por exemplo, teriam a mesma opinião a respeito.

 

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