26/11/2008 - 14:06 (atualizada em 26/11/2008 14:11)
Cães e gatos podem desenvolver uma série de problemas durante o verão
Bichos de estimação também se ressentem do calor escaldante; é que justamente nos meses mais quentes do ano se intensifica a reprodução de pulgas e carrapatos
Vai levar seu amigo para uma cidade praiana ou para regiões com lagos e rios? Se a resposta for sim, você deverá avisar o veterinário. “Ele irá indicar a medicação contra dirofilaríose, uma doença cardíaca provocada por parasitas transmitidos pela picada de mosquitos que vivem em regiões assim”, explica Mário Marcondes, diretor do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo.
Outras precauções para preservar a saúde do bicho: “Ele só deve sair de casa antes das 10 ou após as 16 horas”, recomenda a veterinária Rúbia Burnier, da Clínica Espaço Animal, na capital paulista.
Segundo a revista SAÚDE, a sensação térmica do cachorro é sempre 4 graus acima da dos seres humanos, e o risco de queimaduras nas patas e de hipertermia, quando a temperatura do corpo sobe demais, aumenta muito no verão.
“É comum recebermos cães em convulsão ou que sofreram desmaios depois de um passeio sob o sol do meio-dia”, conta Marcondes. Muitas vezes, o animal acaba na UTI e tem seqüelas graves, como problemas renais.
Também por isso, não deixe o animal no carro — nem mesmo por uns minutinhos e à sombra. A falta de circulação de ar é péssima para eles. “Os mais vulneráveis ao calor excessivo são os filhotes e os idosos, além de felinos de todas as raças e cães com focinho achatado, como o shih tzu, o lhasa apso, o pug e o buldogue”, alerta a veterinária Luciane Martins Neves, do Pet Center Marginal, em São Paulo.
Os sintomas de mal-estar vão de fraqueza a vômitos, diarréia e tremores, até alterações mentais e respiratórias. Diante de qualquer um desses indícios, não hesite em procurar o veterinário. Mas, claro, o melhor mesmo é garantir que seu companheiro de todas as horas fique bem longe dos riscos típicos dos dias de temperatura máxima.