Notícias
04/02/2009 - 07:50
Agência Estado

Vizinho de Paraisópolis, Morumbi vive dia de medo

Agência Estado
Tamanho do textoA+A-

Por AE

São Paulo - Com medo, a maioria dos moradores da Avenida Giovanni Gronchi, no Morumbi, área nobre da zona sul de São Paulo, preferiu o silêncio ontem. Bairro vizinho de Paraisópolis, o movimento no comércio caiu acentuadamente desde o início anteontem do tumulto que deixou seis feridos. “As pessoas não descem dos prédios para comprar, estão em casa vendo TV”, observou Roberto de Oliveira Filho, dono de uma banca de jornais onde as vendas caíram 60% ontem.

No restaurante que fica na frente de um dos 16 acessos à favela, o proprietário não quis dar entrevista. Mas os poucos clientes que foram até ali almoçar notaram a diferença: às 14 horas, o bufê ainda estava praticamente intacto e os funcionários, volta e meia, espiavam na janela - com receio de novos ataques de vandalismo ou confrontos.

Os poucos moradores e comerciantes que se dispunham a falar sobre o conflito pediam mais policiamento e uma ação enérgica dos órgãos de segurança pública. No 10º andar, dos fundos de um apartamento de R$ 500 mil, a síndica Rosanna Moretti de Rezende, de 75 anos, via 85% da favela. À distância, e com as impressões de quem tem Paraisópolis como vizinho há 24 anos, ela traça um perfil do lugar. “Noventa e nove por cento dos moradores são honestos, é gente direita. O restante é bandido. Foram eles que fizeram a bagunça.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Ofertas

 
copyright © Editora Abril S.A. - todos os direitos reservados

Sites Abril

| ExpedienteEspeciaisGuia de navegaçãoHomeMapa do sitePassaporte AbrilPolítica de privacidade

| Grupo AbrilAbout AbrilAnuncieAssinantesFale conoscoNewsletterTrabalhe conosco

Copyright © 2009, Abril Digital - Todos os direitos reservados