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03/09/2010 - 11:44 (atualizada em 03/09/2010 11:51)

SP: mortalidade infantil cai 49% e chega ao menor nível da história

Segundo o Ministério da Saúde, pelo terceiro ano consecutivo a região de Barretos apresentou a menor taxa em 2009, com 9,8 óbitos por mil nascidos vivos, seguida por Ribeirão Preto

Da Redação

A taxa de mortalidade infantil no Estado de São Paulo caiu 49,3% entre 1995 e 2009 e atingiu o menor nível da história, passando de 24,5 para 12,4 óbitos de crianças com menos de um ano a cada mil nascidas vivas, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (3) pela Secretaria de Estado da Saúde em parceria com a Fundação Seade. Em relação ao ano de 2000, a queda foi de 27%.

O índice é considerado o principal indicador de saúde pública pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

“O aprimoramento da assistência ao parto e à gestante, a ampliação do acesso ao pré-natal, a expansão do saneamento básico e a vacinação em massa de crianças pelo SUS (Sistema Único de Saúde) são os principais motivos para a queda na taxa de mortalidade infantil no Estado”, informou a Secretaria de Estado da Saúde em nota.

Em 2009, dos 645 municípios paulistas, 262 apresentaram índice de mortalidade infantil inferior a dois dígitos, comparável ao dos países desenvolvidos.

Pelo terceiro ano consecutivo, a região de Barretos apresentou a menor taxa de mortalidade infantil em 2009, com 9,8 óbitos por mil nascidos vivos, seguida por Ribeirão Preto, com 9,9, e Piracicaba, com 10,7. Já as três regiões do Estado com os piores índices foram a Baixada Santista (18,8), Franca (15,3) e Sorocaba (14,3). Já as três regiões do Estado com os piores índices foram a Baixada Santista (18,8), Franca (15,3) e Sorocaba (14,3).

Na comparação entre 2000 e 2009, as regiões que apresentaram maior queda na taxa de mortalidade infantil foram as de Barretos (40%) e Franca (20%), enquanto as menores reduções foram observadas nas regiões de São José do Rio Preto (9,4%) e Araraquara (12,5%).

“As maiores reduções ocorreram durante a primeira semana de vida, cuja taxa de mortalidade passou de 8,7 em 2000 para 6,1 no ano passado”, disse a Secretaria.

Pré-natal
Em 2008, cerca de 76% das grávidas do Estado fizeram pelo menos sete consultas de pré-natal nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), superando o recomendado pelo Ministério da Saúde e o estabelecido pela OMS.

Essa cobertura é 41% superior ao registrado no ano 2000, quando 53,8% das gestantes recebiam pelo menos sete consultas de pré-natal no Estado.

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