Violência no Rio de Janeiro é um assunto antigo que veio à tona novamente neste ano. No dia 17 de outubro, um helicóptero da Polícia Militar foi atingido por tiros obrigando o piloto a fazer um pouso forçado na região do Morro dos Macacos, na zona Norte da capital fluminense. Três ocupantes morreram no incidente. O episódio repercutiu nas mídias internacionais, principalmente por ter acontecido 15 dias após a cidade ter sido escolhida sede das Olimpíadas de 2016.
Jornais de todo mundo questionavam a segurança na região onde serão realizados os Jogos. Foram mais de 30 mortos relacionados ao episódio em menos de uma semana.
Seis policiais estavam a bordo da aeronave que dava assistência a uma operação para conter a disputa por pontos de drogas na favela. Desde o dia anterior, traficantes travavam intenso tiroteio devido a essa briga. Nesse contexto, o helicóptero acabou sendo atingido e, após a aterrissagem de emergência, pegou fogo matando dois soldados carbonizados, Edney Canazarro de Oliveira e Marcos Standler Macedo. Um terceiro, o cabo Izo Gomes Patrício, foi baleado e acabou falecendo também três dias depois.
O que era para ser mais uma ação da polícia nas favelas do Rio acabou se tornando uma tragédia que se estendeu pela cidade, além de ter se prolongado por dias. Ainda naquele dia 17, diversos ônibus foram queimados. Segundo os policiais, estes ocorridos poderiam estar ligados aos traficantes, que estariam tentando desviar a atenção dos morros para os ônibus.
O Sindicato das Empresas de Ônibus do Município do Rio de Janeiro (Rio Ônibus) chegou a estimar um prejuízo de R$ 2,5 milhões com os danos aos veículos
A disputa entre traficantes e o confronto armado com a invasão nas favelas na semana que seguiu a queda do helicóptero ainda deixou mais mortos e feridos.
Em uma cúpula de segurança realizada na cidade, o comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Mário Sérgio Duarte, aproveitou para pedir ao governo uma aeronave à prova de balas. Para ajudar em questões de segurança e reconstruir aquilo que foi perdido durante os conflitos, o governo prometeu R$ 250 milhões.