Peritos começaram por volta das 11h desta quarta-feira (19) a reconstituição do seqüestro de Eloá Pimentel, que aconteceu em Santo André, no ABC paulista, entre os dias 13 e 17/10. A principal dúvida em relação ao caso é se o seqüestrador Lindemberg Alves atirou na ex-namorada, que acabou morrendo, e na amiga Nayara Rodrigues, que sobreviveu, antes ou depois da invasão da polícia.
Segundo a versão policial, a ação só ocorreu após um tiro ser ouvido. Nayara, no entanto, afirma que os disparos começaram quando os policiais tentaram entrar no apartamento.
Nayara, que não era obrigada a comparecer à simulação, resolveu retornar ao local do crime. De acordo com o advogado da garota, Marcelo Augusto de Oliveira, sua cliente não será exposta. "Conversamos com um psicólogo e fizemos um acordo com o delegado para que não haja exposição. Ela vai colaborar com o Estado", disse.
Também estão no local os outros dois adolescentes que estavam no apartamento na hora em que Lindemberg chegou armado e foram libertados no primeiro dia do cárcere privado.
Lindemberg está preso e não deve participação da reconstituição. Ele vai responder pelos crimes de cárcere privado qualificado, homicídio duplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado e tentativa de homicídio.