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24/07/2009 - 14:42 (atualizada em 24/07/2009 15:21)

Quatro países registram resistência ao tamiflu

Japão, China, Canadá e Dinamarca afirmam haver casos em que o medicamento usado no tratamento de gripe suína não foi eficaz

Da Redação, com Agência Brasil
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Medicamento contra gripe suína não foi eficaz em alguns casos
Medicamento contra gripe suína não foi eficaz em alguns casos

Quatro países registram resistência ao medicamento usado para tratar a gripe suína. Japão, China, Canadá e Dinamarca afirmam haver casos em que o tamiflu, medicamento usado no tratamento de influenza A (H1N1), não foi eficaz

>> Como diferenciar a gripe comum da gripe suína
>> Como se prevenir das doenças de inverno 

O Ministério da Saúde adverte que as pessoas com suspeita de gripe suína não se automediquem, inclusive com o tamiflu. Japão, China, Canadá e Dinamarca apresentaram registros de resistência ao medicamento, usado no tratamento de influenza A (H1N1). "É um sinal de alerta que mostra que o medicamento tem que ser usado com precaução. O tratamento com antiviral é para pessoas que apresentam fator de risco", disse o diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage.

No ranking mundial de mortes por gripe H1N1, o Brasil aparece atrás de outros países da América do Sul. No Chile, que lidera o número de mortalidade na região, são 0,40 mortos para cada 100 mil habitantes. Na Argentina, esse número cai para 0,34. No Brasil, são 0,015 mortos para cada 100 mil habitantes.

Hage explica que os sintomas e o tratamento das pessoas que apresentam a gripe H1N1 e a gripe comum é exatamente o mesmo. São considerados graves apenas os casos em que as pessoas apresentam dificuldade de respirar e febre acima de 38 graus. “Não há distinção comprovada entre o quadro clínico de H1N1 e da gripe sazonal”, afirma.

Entre os 1.566 casos de Influenza H1N1 contabilizados pelo Brasil, 222 são considerados graves. Em termos proporcionais, 57% dos contaminados são mulheres e 60% dos casos ocorrem em jovens e adultos entre 20 e 49 anos.

O Ministério da Saúde ainda recomendou que estudantes, principalmente das regiões Sul e Sudeste, que apresentarem quadro de gripe, febre alta, dores no corpo e dificuldade para respirar, não retornem às aulas. A recomendação vale também para professores, diretores e pessoas que trabalham em escolas.

“O ambiente fechado facilita a transmissão”, explica Hage. Ele acrescenta, no entanto, que estudos feitos nos Estados Unidos e na Europa mostram que suspender as aulas não impede a circulação do vírus. “É apenas uma medida para as próprias crianças”, completou.

Volta às aulas
O Serviço Social da Indústria do Estado de São Paulo (Sesi-SP) informa em nota que o período de férias foi prorrogado para o dia 4 de agosto (terça-feira), uma semana depois do previsto (28 de julho).Segundo o Sesi, a medida é preventiva e visa combater o contágio do vírus Influenza A (H1N1), conhecido como gripe suína.

A ação está sendo tomada nas 215 unidades da rede Sesi, o que afeta cerca de 150 mil alunos em todo o Estado.

A entidade está elaborando uma cartilha, voltada aos alunos e parentes, com orientações de como evitar a gripe e que será distribuída na volta às aulas.


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