A polícia investiga se o goleiro Bruno Fernandes esteve em um motel na cidade de Contagem, na Grande São Paulo, antes do suposto assassinato da ex-amante Eliza Samudio. Eliza sumiu no início do mês de junho e é considerada morta pela polícia. Ela tentava provar na Justiça que o goleiro é o pai do filho dela.
De acordo com a polícia, a recepcionista do estabelecimento contou que, na noite do dia 5, dois carros chegaram ao estabelecimento, cada um com três pessoas. O grupo, que tinha duas mulheres, teria alugado duas suítes. A polícia trabalha com a hipótese de que Eliza seria uma dessas mulheres. O grupo deixou o motel na tarde do outro dia e a camareira que foi fazer a limpeza no quarto encontrou uma fralda no sofá.
Detalhes De acordo com a reportagem exibida pela TV Globo, a recepcionista do motel afirmou à polícia que dois carros - cada um com três pessoas - chegaram ao local no dia 5 de junho, por volta de19h20. O grupo ocupou duas suítes.
A matéria aponta, no entanto, que neste dia Bruno havia jogado pelo Flamengo contra o Goiás, das18h30 às 20h30, no Maracanã. Depois disso, testemunhas afirmam que ele seguiu para Minas Gerais e esteve no motel. A investigação trabalharia com a hipótese de que havia duas mulheres no grupo: Eliza Samudio e Fernanda Gomes Castro, que deporia nesta sexta, mas teve interrogatório adiado.
Segundo a TV Globo, o grupo teria saído do hotel no dia 6 de junho, às 13h19 e a conta de R$ 431,90 foi paga com cartão de débito de Bruno. Durante a limpeza, uma das funcionárias se surpreendeu ao encontrar uma fralda no sofá de um dos quartos. Com outras duas colegas, ela teria vasculhado a suíte em busca da criança ou de vestígios de sangue, mas não encontraram nada no quarto.
Registros da portaria do condomínio do sítio de Bruno em Esmeraldas mostram que o ele chegou no dia 6 de junho às 14h, pouco depois de o grupo deixar o motel. Depois de 45 minutos, o goleiro saiu. Três dias depois, dia 9, há outra entrada do jogador. O amigo dele, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, também chegou ao sítio, mas em outro carro. Este dia é a data em que a polícia acredita que Eliza tenha sido executada.