O ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal (DF) Durval Barbosa, o pivô das denúncias do “mensalão do DEM”, acusa o PSDB de participar do esquema de caixa dois e pagamento de propinas, que teria sido montado pelo governador do DF, José Roberto Arruda (DEM). As informações são da “Folha de S.Paulo”.
Segundo Barbosa, o presidente da legenda no DF, Márcio Machado, teria atuado na coleta de propina e distribuição de dinheiro a aliados políticos.
Segundo o jornal, Durval Barbosa disse em seu depoimento à Polícia Federal (PF) que Arruda usou dinheiro de empresas fornecedoras do governo para sua campanha eleitoral. Teriam sido arrecadados ilegalmente entre 2004 e 2006 R$ 56,5 milhões em contratos da Companhia do Desenvolvimento do Planalto Central (Codeplan).
Durval disse ainda que Márcio Machado ia à sua casa para tratar da propina. Foram citados em seu depoimento três pagamentos supostamente feitos pelo líder tucano: R$ 6 milhões ao deputado Benedito Domingos (PP); R$ 200 mil para o presidente local do PRP, Adalberto Monteiro; e R$ 100 mil para Omar Nascimento, que comanda o diretório regional do PTC.
Em resposta às denúncias, Márcio Machado disse à “Folha de S.Paulo” que atuou apenas como um amigo na campanha de Arruda em 2006. Ele negou ter arrecadado dinheiro de propina.