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14/11/2008 - 10:43 (atualizada em 14/11/2008 10:44)

Norte e Nordeste aumentam participação no PIB do país

Quase 80% de tudo que é produzido no Brasil vêm de apenas oito dos 27 unidades da federação

Da Redação
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Plantação de laranjas no município de Bebedouro, em São Paulo
Plantação de laranjas no município de Bebedouro, em São Paulo

As regiões Norte, Nordeste e Sudeste aumentaram suas participações no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil entre 2002 e 2006, de acordo com informações das Contas Regionais 2006, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (14). Em pontos percentuais, os crescimentos foram de 0,4, 0,1 e 0,1, respectivamente. No mesmo período, Sul e Centro-Oeste perderam influência em 0,6 e 0,1 ponto percentual.

O levantamento do IBGE ainda constatou que quase 80% do PIB são provenientes de apenas oito das 27 unidades da federação: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia, Santa Catariana e Distrito Federal. Mas essa concentração diminuiu em 1 ponto percentual, ou R$ 23,7 bilhões, em 2006, na comparação com 2002.

Apesar de estarem no topo do ranking, São Paulo (de 34,6% em 2002 para 33,9% em 2006) e Rio Grande Sul (de 7,1% para 6,6%) foram os estados que mais perderam participação.

São Paulo recuperou-se ligeiramente em 2005, sem retornar ao patamar inicial do estudo do IBGE. Em 2006, a agropecuária paulista respondia por 2,1% da renda do estado e por 12,8% desta atividade no Brasil, abaixo dos 13,5% verificados no começo da série. As culturas de cana de açúcar e de laranja e a criação de bovinos foram responsáveis por cerca de 67% do setor estadual em 2006. A indústria, que responde por 30,2% da economia paulista, teve sua participação na indústria nacional reduzida em 2,9% ao longo do período investigado, ficando com 34,8% de participação em 2006.

Já o Rio Grande do Sul retraiu-se em 2004 e 2005, quando uma forte seca, conjugada à queda de preços dos grãos, afetou o estado. Em 2006, a agropecuária avançou 3% na comparação com 2005, voltando ao patamar do início da série (11% da agropecuária nacional). Mas a indústria e os serviços, mesmo com expansões de 6,5% e 6,3%, não retornaram aos valores iniciais de 7,5% e 6,8%.

PIB per capita

O maior PIB per capita – resultado da divisão do PIB da área pelo seu número de habitantes - continua sendo o do Distrito Federal (R$ 37.600), cerca de três vezes o PIB per capita nacional (R$ 12.688). Entre 2002 e 2006, o segundo e o terceiro colocados nesse quesito também continuaram os mesmos: São Paulo e Rio de Janeiro. Outros estados com PIB per capita acima da média brasileira eram Santa Catarina, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Paraná. Os piores resultados seguiram com Maranhão e Piauí.

 

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