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11/11/2009 - 14:49 (atualizada em 11/11/2009 15:15)

Lula nega falha de geração e realça investimento em energia

Lula disse que, em sete anos, foram construídas 30% das linhas de transmissão feitos em mais de 100 anos no país

Da Redação
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Avenida 23 de Maio, em São Paulo, durante apagão
Avenida 23 de Maio, em São Paulo, durante apagão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou seu encontro com o líder de Israel, Shimon Peres, em Brasília, para esclarecer o apagão que atingiu 18 estados brasileiros na noite de terça-feira (10). Lula reafirmou o que já havia sido dito pelo Ministério de Minas e Energia, de que o blecaute não foi causado por falta de geração de energia.

Lula destacou os investimentos feitos pelo seu Governo nos últimos sete anos em energia elétrica, dizendo que, nesse período, foram construídas 30% das linhas de transmissão feitas em 123 anos no país. "Portanto, fizemos não apenas forte investimento no setor de energia como forte investimento na modernização do sistema energético brasileiro", disse Lula..

>>Veja imagens do apagão

O presidente não informou quais foram as causas que levaram ao apagão, e disse que ainda nesta quarta-feira deve haver explicações mais detalhadas sobre o caso. 

Lula disse que não quer culpar ninguém antecipadamente para justificar o apagão. "Eu sinceramente não posso dizer que foi raio, vento ou erro humano enquanto não tiver informação correta e objetiva do que aconteceu", disse o presidente.

Esta tarde ele se reunirá com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e dirigentes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), do Operador Nacional do Setor Elétrico (ONS) e de empresas que compõem o sistema Eletrobrás, para saber os detalhes.

"Duas coisa estão certas: não faltou geração de energia e o problema não foi de falta de linha para interligar", afirmou o presidente, evitando qualquer relação do apagão de ontem com o do Governo passado.

"Nós não tivemos (agora) falta de geração de energia. O que aconteceu em 2001 era que a gente não produzia energia suficiente. A gente ainda não tinha linha de transmissão para interligar todo o sistema elétrico. Hoje nós estamos com o sistema elétrico todo interligado", afirmou Lula.

O apagão se transformou em arma política e eleitoral para a oposição. O líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), relacionou o blecaute diretamente à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ex-ministra de Minas e Energia.

"Além do prejuízo ao país, o apagão caracteriza a incompetência da candidata do governo à Presidência", afirmou Caiado. "Faltou investimento", continuou o líder do DEM. "O modelo implantado por Dilma expulsou os investidores e o governo não investiu, provocando o colapso." 

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