O juiz José Carlos de França Carvalho Neto, do Júri de Execuções Criminais, decidiu, em audiência realizada nesta quinta-feira (8), no Fórum Criminal de Santo André, que Lindemberg Alves vai a júri popular pelo assassinato de sua ex-namorada, Eloá Pimentel. De acordo com a decisão, as teses apresentadas pela defesa não prosperam.
“As qualificadoras do motivo torpe, já que o réu teria agido por vingança, e do recurso que dificultou a defesa das vítimas, as quais se encontrariam na condição de reféns, não são manifestamente improcedentes, de maneira que deverão ser apreciadas pelo Tribunal do Júri.”, diz o texto.
Carvalho Neto destacou ainda o fato do disparo na direção da vítima teria sido feito para impedir que os policiais se aproximassem do cativeiro e libertassem os reféns. O juiz acolheu as denúncias do Ministério Público e Lindemberg será julgado por homicídio qualificado, tentativa de homicídio, cárcere privado e disparo de arma de fogo.
Em seu depoimento Lindemberg não falou nada. "Prefiro me manter calado nesta oportunidade", disse.
A defesa recorreu da decisão. Ainda não há data para o julgamento.
Testemunhas Durante todo o dia, o juiz ouviu os depoimentos dos jovens Nayara Rodrigues da Silva, Iago Vilela de Oliveira e Victor Lopes de Campos, feitos reféns por Lindemberg, além de policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), de pessoas ligadas a Lindemberg, entre outros.