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18/02/2009 - 11:05 (atualizada em 18/02/2009 15:48)

Justiça suíça processa brasileira por suspeita de falso testemunho

Se versão de agressão de Paula Oliveira não for confirmada, ela pode ser punida com serviços comunitários ou tratamento psicológico obrigatório

Da Redação, com agências
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Barriga e pernas de Paula teriam sido cortadas com estilete
Barriga e pernas de Paula teriam sido cortadas com estilete

A Justiça de Zurique, na Suíça, abriu processo penal contra a brasileira Paula Oliveira por suspeita de falso testemunho à polícia local. Ela alega ter perdido os bebês após ter sido supostamente agredida por neonazistas na semana passada. Segundo o Ministério Público local, a denúncia ocorre por ela ter alegado estar grávida, quando exames provaram o contrário. Se versão de Paula não for confirmada, ela pode ser punida com serviços comunitários ou tratamento psicológico obrigatório.

A Justiça vai intimar Paula e deverá liberá-la depois do depoimento, para que retorne ao Brasil. Segundo a Procuradoria-Geral de Zurique, um advogado já foi indicado para defender Paula e ela aceitou a oferta.

De acordo a agência de notícias BBC, a utilização de seu passaporte também foi suspensa. "Esta medida garante que a mulher permaneça na Suíça o tempo que sua presença for necessária para o inquérito e todas as providências da investigação tiverem sido tomadas", afirma o comunicado.

Paralelamente à suspeita de falso testemunho, o caso ainda segue por um outro caminho. A polícia ainda investiga se de fato Paula foi vítima de uma agressão na segunda-feira da semana passada.

Nesta terça (17), Paula deixou o hospital de Zurique em que estava internada havia seis dias por uma saída secundária para fugir da imprensa. Ela passou a noite em seu apartamento no subúrbio da cidade. Paulo Oliveira, pai da suposta vítima, havia avisado que ela sairia pela porta principal do hospital e pediu para que os jornalistas a aguardassem ali. “Sairemos pela porta da frente e de cabeça erguida.”

Mais tarde, Oliveira alegou que sua filha “entrou em desespero” ao saber da presença de jornalistas. “Ela está chocada e disse que não queria ser exposta à imprensa”, afirmou. Questionado sobre a filha não ter cumprido a promessa de sair “pela porta da frente”, ele apenas disse: “Ela não saiu pela porta principal porque não estava bem. O hospital tem muitas portas.”

Pela versão de Paula, ela foi abordada na noite de 9/2, quando voltava do trabalho, após desembarcar na estação de trem perto de sua casa. Enquanto falava ao telefone celular com a mãe, foi cercada por três skinheads. Levada para um parque, a brasileira teria sido espancada por 15 minutos e tido sua roupa parcialmente arrancada. Um deles teria usado um estilete para cortar barriga, braços, rosto, tórax e pernas e inscrever a sigla SVP, iniciais em alemão do Partido do Povo Suíço, de extrema direita.

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