05/08/2010 - 19:20 (atualizada em 05/08/2010 19:27)
Justiça acata denúncia contra Bruno e oito acusados
Os acusados passaram a ser oficialmente réus com a decisão da juíza Marixa Rodrigues; o mandado de prisão temporária que os manteve presos por um mês venceria à meia-noite de hoje
A juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, do 1º Tribunal do Júri do Fórum de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, acatou denúncia do Ministério Público contra o goleiro Bruno Fernandes de Souza e outros oito acusados de envolvimento no desaparecimento da ex-amante do jogador, Eliza Samudio. A decisão ocorre no mesmo dia em que a juíza decretou a prisão preventiva dos suspeitos, inclusive de uma namorada do atleta, Fernanda Gomes de Castro, que ainda não estava presa e foi encontrada nesta quinta-feira (5) na região metropolitana da capital mineira.
Os outros acusados, que passaram a ser oficialmente réus com a decisão de Marixa, estão presos há um mês, por força de mandado de prisão temporária, que venceria à meia-noite de hoje. "Nós acreditamos que a liberdade agora pode prejudicar a instrução criminal", afirmou Gustavo Fantini, promotor que assinou a denúncia apresentada à Justiça com os colegas Luciano França da Silveira Júnior e André Luís Garcia de Pinho.
O corpo de Eliza não foi encontrado, mas a polícia afirma não ter dúvidas de que ela foi assassinada a mando de Bruno. O MP denunciou oito pessoas, incluindo Bruno, por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, corrupção de menores, sequestro e cárcere privado. Já o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, apontado pela polícia como responsável pela execução de Eliza, foi denunciado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
Além de Bruno, Fernanda e o ex-policial, são acusados também a ex-mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza; o braço direito do jogador, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão; Wemerson Marques de Souza, conhecido como Coxinha; Flávio Caetano de Araújo; Elenilson Vitor da Silva; e um primo do jogador, Sérgio Rosa Sales. Outro primo do atleta, um adolescente de 17 anos, teve representação encaminhada à Justiça, com pedido de internação por até três anos, mas ainda não há decisão.