Quem é você na internet? Que impressão você transmite por sites de busca? Muitas vezes desconsiderada pelos internautas, a reputação online pode ser mais útil e prejudicial do que parece. Para evitar surpresas desagradáveis, uma pesquisa com o próprio nome não pode ser uma descoberta, tem que ser um hábito.
A regra é observar o que você relaciona a seu nome na internet como um contratador observaria. Cultivar esse hábito pode fazer diferença na carreira de muitos profissionais.
Redes sociais merecem atenção especial, pois são onde mais nos expressamos online e onde somos mais suscetíveis a gafes. "Para tomar atitudes descontraídas, brincar, é necessário usar um nick. Não há problema em querer se divertir na internet, mas ligar certas atitudes ao seu nome verdadeiro é prejudicial e desnecessário", explica Cezar Tegon, presidente da empresa de recrutamento online Elancers.
Na hora de usar o nome verdadeiro na rede, Tegon sugere naturalidade, mas bem medida. "Associar seu nome a perfis mais formais, mas que contem seus hobbies, por exemplo, é uma boa estratégia. As empresas procuram isso", revela.
Além de escolher bem os seus papéis, você também deve estar atento a onde desempenhá-los. O LinkedIn é uma rede social bastante profissional. "Nele é preciso trabalhar com informações coesas e evitar erros. O site pode ser entendido como um meio termo entre rede social e currículo online", conta.
Na hora de procurar emprego, ter uma teia de contatos bem construída em um portal como esse pode ser de grande ajuda. "Nesse momento é que os contatos fazem diferença. É mais fácil conseguir uma nova oportunidade por sua rede do que anunciando publicamente sua procura por trabalho", aponta Tegon. Plaxo é mais um exemplo de rede social com esse fim.