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15/07/2010 - 15:27 (atualizada em 15/07/2010 15:48)

Falta prova perfeita para incriminar Mizael, diz advogado

Samir Haddad Júnior afirma que não há prova irrefutável que incrimine seu cliente da morte de Mércia Nakashima

Da Redação

O defensor do advogado e policial militar reformado Mizael Bispo de Souza, indiciado pela polícia pelo assassinato da ex-namorada, a também advogada Mércia Nakashima, afirmou nesta quinta-feira (15) que falta uma prova irrefutável que incrimine seu cliente. “Essa prova perfeita não existe nos autos”, disse Samir Haddad Júnior em entrevista ao programa “A Casa é Sua”, da RedeTV!.


Haddad apontou que seria crucial para o caso se fosse provado que a arma que atingiu a vítima fosse da arma de Mizael ou se houvesse indícios de agressão do suspeito no corpo de Mércia, por exemplo.


O advogado ainda minimizou a possibilidade de acareação entre Mizael e o vigia Evandro Bezerra Silva, uma das testemunhas do assassinato. Mizael alega que o vigia mentiu quando disse que ele vinha planejando executar Mércia desde o início de maio por se sentir rejeitado. Perguntado se pretende processar quem o acusou caso fique livre, ele disse que “No final de tudo isso, nós vamos tomar as medidas cabíveis sim”.

 

Haddad disse que nunca viu um depoimento mudar por causa de acareação. No entanto, caso a Justiça queria confrontar as versões de Evandro e Mizael, ele disse que não vai se opor se o cliente aceitar. “Eu não quero dar nenhuma chance para que me digam que ele está se esquivando.”

O defensor disse que orientou o cliente a não se apresentar à polícia após ter a prisão decretada e ainda criticou a possibilidade levantada de Mizael fugir do país. “Se ele quisesse poderia ter saído do Brasil. Ele tinha dinheiro, tinha condições, tinha logística. Mas ficou aguardando o julgamento do recurso, que mostra o respeito que ele tem.“

Principal suspeito

Mizael foi indiciado na quarta (14) pelo assassinato da ex-namorada e, no mesmo dia, a ordem de prisão temporária expedida contra ele foi revogada. A Justiça negou ainda pedido do Ministério Público (MP) para que a prisão temporária fosse convertida em preventiva.

Mércia Nakashima, de 28 anos, foi encontrada morta no dia 11 de junho em uma represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo, após ficar 19 dias desaparecida.

Desabafo
No início da tarde desta quinta, Mizael negou ter assassinado a ex-namorada. “Não fiz nada. Não matei ninguém, jamais mataria ninguém. E eu vou provar isso. Aliás, quem tem que provar são eles (os procuradores de Justiça), mas eles nunca vão conseguir”, afirmou Mizael em entrevista à TV Record na tarde desta quinta-feira (15).

O policial se disse muito chateado pelas acusações feitas contra ele, mas afirmou estar tranquilo por ser inocente. “A polícia tomou um rumo de calúnia, não de investigar”, afirmou.

Para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Mércia foi morta por Mizael. Ele teria decidido se vingar da advogada por ter sido rejeitado por ela. O PM, acrescentou a polícia, contou com a ajuda de Evandro, preso em Sergipe. Os dois são amigos e se conheceram em 2004, quando Mizael fazia "bico" como segurança.

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