O Exame Nacional do Ensino Médio deu o que falar em 2009, após 12 anos da primeira vez em que foi aplicado. Ele mudou o formato, o que acabou gerando especulações e críticas em relação ao novo modelo. Além disso, poucos dias antes do exame ser realizado, ele foi roubado da gráfica e o responsável tentou vender a prova para uma repórter do jornal “O Estado de São Paulo”, que denunciou o caso ao Ministério da Educação.
Pela primeira vez, o exame foi adiado e, por esse motivo, o vestibular de várias universidades, como a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) não utilizaram a nota dele para nas suas seleções, conforme estava previsto.
Mudanças O número de questões subiu de 63 para 180 divididas em quatro temas: linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação), ciências humanas e suas tecnologias, ciências da natureza e suas tecnologias e matemáticas e suas tecnologias.
Todos estavam apreensivos para saber como seria o novo formato do Enem, que ganhava cada dia mais importância entre os vestibulares de todo o país.
Vazamento da prova Na tarde do dia 30 de setembro, o “Estadão” foi procurado por um homem que disse, ao telefone, ter as duas provas que seriam aplicadas no dia 3 e 4 de outubro. Propôs entregá-las à reportagem em troca de R$ 500 mil. "Isto aqui é muito sério, derruba o ministério", afirmou o homem.
O “Estado” consultou o material, para checar sua veracidade, sem se comprometer com a compra. O Ministro da Educação, Fernando Haddad, confirmou o vazamento ao consultar técnicos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Com isso foi feito o cancelamento da prova.
O primeiro caderno de provas foi furtado na gráfica Plural, em 21 de setembro, por Felipe Ribeiro, a pedido de Felipe Pradella, que um dia depois pegou o segundo caderno e o escondeu debaixo da blusa de Marcelo Sena.
O escândalo atingiu todo o Brasil. Alunos tinham se preparado para fazer a prova em 2 dias, estudantes de outras cidades compraram passagens e se programaram para ir ao seus locais de prova.
Novas datas O exame foi remarcado para os dias 5 e 6 de dezembro para ser possível imprimir todas as provas novamente. As avaliações do Enem que vazaram, acabaram com a surpresa que seria o novo modelo neste ano e foram divulgadas na internet para serem usadas como simulado.
Ao todo, foram 4,1 milhões de inscritos, no entanto, o índice de abstenção atingiu 37%, ou seja, apenas 2,6 milhões deles fizeram a prova, principalmente porque ela já não seria mais utilizada nas notas dos vestibulares da USP, PUC e Unicamp.