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05/11/2009 - 22:19 (atualizada em 05/11/2009 22:26)

Drogas estão presentes em assassinatos de repercussão

A barbaridade dos crimes e a condição social privilegiada dos envolvidos chocaram a população em diversos casos

Da Redação
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Mateus Meira, Suzane von Richthofen e Gustavo Napolitano
Mateus Meira, Suzane von Richthofen e Gustavo Napolitano

Além de conflitos entre policiais e traficantes nas favelas do Rio de Janeiro, as drogas são a mola propulsora de uma série de assassinatos cometidos longe da periferia. A barbaridade dos crimes e a condição social privilegiada dos envolvidos chocaram a população em casos como o do músico Bruno Kligierman de Melo, ocorrido no fim de outubro deste ano. Suspeito de estrangular a amiga Bárbara Calazans, de 18 anos, até a morte, ele foi entregue à polícia pelo próprio pai.

Apesar de ter confessado, Bruno disse que não sabia explicar o motivo do crime. Segundo relato do músico, ele só percebeu o que havia feito após acordar, depois que os efeitos da droga tinham passado. Viciado em crack há seis anos, Melo já havia passado por cinco internações em clinicas de reabilitação.

Outro assassino confesso, Sebastião Aparecido dos Santos Amaral, de 24 anos, culpou uma droga legal por seus crimes: o álcool. O servente de pedreiro foi preso no interior de São Paulo também no final de outubro deste ano, suspeito de ter estuprado um adolescente e matado outras duas mulheres.

Há sete anos, culpa foi da cocaína
Em novembro de 2002, o então estudante Gustavo de Macedo Pereira Napolitano, de 22 anos, confessou ter matado a facadas a própria avó e a empregada que trabalhava em sua casa, em São Paulo.

O jovem disse à polícia que agiu sob efeito da cocaína. Segundo o estudante, quanto mais usava, mais vontade sentia de matar as pessoas que estivessem em casa. Ele afirmou que por causa da droga perdeu a namorada e o emprego. No ano passado, a Justiça o condenou a 29 anos e quatro meses de prisão.

Mortes no cinema
Em 1999, o estudante de medicina Mateus da Costa Meira, 24 anos, descarregou um pente de submetralhadora contra a plateia de uma sala de cinema em um shopping na zona sul de São Paulo, matando três pessoas e ferindo outras cinco, durante a exibição do filme “Clube da Luta”. A arma foi fornecida por um traficante de drogas. 

Além de ter problemas psicológicos, o estudante consumia cocaína na época dos assassinatos, deixando de tomar seu remédio anti-psicótico. Em depoimento, Meira confessou que planejava o crime há sete anos e acabou condenado a 110 anos de reclusão em 2004.

Três anos depois, teve a pena reduzida para 48 anos. Ele foi transferido em 27 de fevereiro desse ano de Tremembé para o Presídio Lemos Brito, em Salvador. Poucos meses depois que chegou na Bahia, se tornou suspeito de tentar matar um companheiro de cela.

Richthofen e os Cravinhos
As drogas também foram apontadas como determinantes para o comportamento de Suzane von Richthofen e os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, condenados pelo assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, pais de Suzane, em 2002.

Durante o longo julgamento do trio, foi questionado o envolvimento deles com o mundo dos narcóticos. A questão era se Daniel teria levado a namorada Suzane a consumi-los. Mas ao depor, ele disse que a jovem já fazia uso de maconha antes dos dois se conhecerem. Suzane, no entanto, sustenta que só experimentou drogas acompanhada por Daniel.

Independentemente da forma como se envolveram com as drogas, Suzane Richthofen e Daniel Cravinhos confessaram o consumo, e entraram para o grupo dos criminosos que chocaram o país, ao lado de Mateus Meira, Gustavo Napolitano e Bruno Melo.

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