19/11/2008 - 09:30 (atualizada em 19/11/2008 09:31)
Desemprego fica estável, mas renda média diminui no Brasil em outubro
Dentre os sete segmentos investigados pelo IBGE, apenas um, que inclui educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social, teve crescimento do número de vagas
A taxa de desemprego no país ficou em 7,5% em outubro, estável na comparação com setembro (7,6%), de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa é a segunda menor da série histórica da pesquisa, iniciada em março de 2002. O menor patamar, 7,4%, foi atingido em dezembro de 2007.
Em relação ao mesmo mês do ano passado, o IBGE verificou redução no número de desempregados em 1,2 ponto percentual. Foram vistas quedas em Recife (3,3 pontos percentuais), Salvador (2,3 pontos percentuais), Belo Horizonte (1,0 ponto percentual), São Paulo (1,8 ponto percentual) e Porto Alegre (0,7 ponto percentual). Só o Rio de Janeiro apresentou expansão (0,5 ponto percentual).
Dos sete segmentos investigados pelo IBGE, apenas um, que inclui educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social, teve crescimento da quantidade de vagas na comparação mensal (3,1%). Nos outros, houve estabilidade.
Já o rendimento médio real dos trabalhadores (R$ 1.258,20) diminuiu em 1,3% na comparação mensal. O recuo atingiu os setores de comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (0,9%); serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (5,6%); educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (1,5%); serviços domésticos (0,9%); e outros serviços (2,6%). Os trabalhadores dos grupos indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (1,9%) e construção (6,4%) obtiveram ganhos.
Na divisão regional, a renda caiu em Recife (0,9%), Salvador (1,2%), Rio de Janeiro (1,4%) e São Paulo (2,1%). Apenas Belo Horizonte (0,8%) e Porto Alegre (1,2%) registraram alta. Na comparação com outubro de 2007, o rendimento médio nacional aumentou 4,5%.