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19/11/2008 - 16:08 (atualizada em 19/11/2008 17:26)

Defesa de Dantas quer acesso ao áudio da reunião da cúpula da PF

Advogados do banqueiro também pediram que Protógenes Queiroz e o ex-diretor da Abin sejam ouvidos como testemunhas no processo

Da Redação, com Agência Brasil
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Dantas deve ser condenado por tentativa de suborno, diz MPF
Dantas deve ser condenado por tentativa de suborno, diz MPF

Os advogados de defesa do banqueiro Daniel Dantas, do ex-presidente da Brasil Telecom Humberto Braz e do professor Hugo Chicaroni solicitaram ao juiz Fausto De Sanctis nesta quarta-feira (19) acesso às fitas da gravação de uma reunião da cúpula da Polícia Federal (PF), que decidiu sobre o afastamento de Protógenes Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha. Eles querem também que o delegado e o ex-diretor da PF e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Paulo Lacerda sejam ouvidos como testemunhas no processo em que os três são acusados de corrupção ativa.

De Sanctis deve decidir, ainda nesta quarta, se aceita os pedidos da defesa. Caso isso ocorra, as testemunhas deverão ser ouvidas e uma nova audiência deve ser realizada. Caso sejam rejeitados, encerra-se a fase de requisição de provas, e o juiz poderá dar uma sentença condenando ou não os réus em até 10 dias.

Após a sentença do juiz, a parte derrotada poderá recorrer nos órgãos superiores: inicialmente, no Tribunal Regional Federal (TRF) e depois, dependendo da decisão, no Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou no Supremo Tribunal Federal (STF).

Suborno
Também na manhã desta quarta-feira (19), os advogados de defesa dos três réus entregaram ao juiz um documento com as considerações finais sobre o processo em que são acusados de tentar corromper um delegado da PF para tirar o nome do banqueiro e da sua irmã das investigações da operação.

“A perspectiva do Ministério Público e das análises das provas é de condenação. Existem provas suficientes para condenar todos os acusados pelo crime de corrupção ativa, inclusive Daniel Dantas, que comandava toda a operação”, afirmou o procurador da República Rodrigo de Grandis. A pena, conforme o pedido do MPF, pode chegar a 12 anos de prisão.

 
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