21/10/2008 - 08:25 (atualizada em 21/10/2008 09:25)
Cerca de 30 mil passaram pelo velório de Eloá Pimentel
Cálculo é do Cemitério Jardim Santo André, onde foi realizada a cerimônia
Da Redação
Cerca de 30 mil pessoas passaram pelo velório de Eloá Pimentel, de 15 anos, morta no desfecho do cárcere privado em que ficou refém do ex-namorado por mais de 100 horas em Santo André, na Grande São Paulo. O cálculo é da administração do Cemitério Jardim Santo André, onde foi realizada a cerimônia.
A mãe, que nesta segunda (20) teria chegado a desistir de ficar no cemitério por causa da multidão, deu um depoimento no fim da noite, ao lado de amigos da filha. Ana Cristina Pimentel disse que conseguirá perdoar o seqüestrador Lindemberg Alves, de 22 anos, mas espera que “justiça seja feita”.
Ana ainda afirmou que a polícia, em particular o Grupo de Ações Táticas Especiais, não teve culpa de nada. “Eles lutaram como eu lutei, eles choraram como eu chorei.”
Seqüestro
Ao lado de sua amiga Nayara Rodrigues, também com 15 anos, que acabou sendo baleada na boca, Eloá foi mantida refém pelo ex-namorado Lindemberg dentro de seu apartamento. Elas só foram soltas depois que policiais entraram no local ao ouvir disparos, segundo o coronel Eduardo Félix, comandante do batalhão de choque da PM. Ainda há dúvidas se houve tiros antes da invasão policial.
Doação
A família de Eloá decidiu doar os órgãos da filha que não foram prejudicados pelas duas balas. O coração foi para uma mulher de 39 anos, que tinha um problema de cardiopatia congênita. Fígado, rins, pâncreas e pulmões também serão doados, pelos hospitais Dante Pazzanese e Instituto do Coração (Incor).