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19/02/2009 - 14:20 (atualizada em 19/02/2009 14:26)

Brasileira admitiu forjar ataque, afirma promotoria suíça

Paula Oliveira teria confessado invenção das agressões após ser confrontada com as evidências apresentadas pelo setor de medicina forense da Universidade de Zurique

Da Redação, com informações da Agência Estado
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Pela versão da brasileira, skinheads a teriam agredido
Pela versão da brasileira, skinheads a teriam agredido

A promotoria suíça afirmou nesta quinta-feira (19) que a brasileira Paula Oliveira, de 26 anos, admitiu ter forjado um ataque de skinheads e mentir a respeito da perda de uma suposta gravidez. A confissão teria ocorrido em um interrogatório realizado há quase uma semana.

A informação de que a advogada teria assumido uma farsa foi dada nesta quarta (18) pela mídia suíça. A brasileira afirmou inicialmente que foi atacada nas proximidades de uma estação de trem de Zurique por três skinheads, um deles com um símbolo nazista tatuado atrás de sua cabeça. Segundo essa primeira versão, os homens a cortaram e também talharam as iniciais de um partido de direita suíço em sua barriga e nas pernas.

Imagens dos cortes e da sigla SVP, do Partido do Povo Suíço, foram divulgadas pela imprensa e o Ministério das Relações Exteriores do Brasil levantou a hipótese de um possível ataque xenófobo. Porém, após uma série de testes, a polícia suíça informou que Paula não estava grávida, como alegou. O chefe do setor de medicina forense da Universidade de Zurique, Walter Baer, afirmou que se tratava de um "caso clássico" de autoflagelação. Confrontada com as evidências, Paula teria admitido na sexta que não houve ataque e ela mesma se cortou, segundo o escritório da promotoria. Também admitiu que não esperava gêmeos.

Nesta quarta, promotores de Zurique abriram uma investigação sobre o caso e retiveram o passaporte da brasileira. Eles agora investigam "as razões do comportamento de Paula, o quão premeditados foram seus atos e se ela teve cúmplices", informou a promotoria. Os relatos iniciais chocaram a opinião pública suíça e também a brasileira. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a condenar o ataque.

Defesa
O advogado de defesa da brasileira Paula afirmou nesta quinta à agência de notícias BBC que está analisando pelo menos três estratégias para defendê-la da acusação da Justiça suíça de que teria inventado agressões de skinheads. Entre elas, está usar o fato de Paula sofrer de lúpus como atenuante por seu comportamento.

"Ainda não definimos nossas táticas, mas essa seria uma delas", afirmou Roger Müller. O lúpus é uma doença que, entre outros sintomas, pode provocar distúrbios psicológicos. O mal é autoimune, ou seja, faz o sistema imunológico fabricar substâncias que atacam o próprio organismo em vez de protegê-lo.

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