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11/11/2009 - 14:06 (atualizada em 11/11/2009 16:16)

Apagão vira arma política e oposição critica Dilma Rousseff

O líder do PPS, Fernando Coruja (SC), classificou o apagão como "um caso típico de pane gerencial"

Agência Estado
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Dilma Rouseff (Casa Civil) e Edson Lobão (Minas e Energia)
Dilma Rouseff (Casa Civil) e Edson Lobão (Minas e Energia)

O apagão que atingiu ao menos 12 Estados na noite de terça-feira (10) se transformou em arma política e eleitoral para a oposição. O líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), relacionou o blecaute diretamente à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ex-ministra de Minas e Energia.

"Além do prejuízo ao país, o apagão caracteriza a incompetência da candidata do governo à Presidência", afirmou Caiado. "Faltou investimento", continuou o líder do DEM. "O modelo implantado por Dilma expulsou os investidores e o governo não investiu, provocando o colapso."

>>Veja imagens do apagão

O líder do PPS, Fernando Coruja (SC), classificou o apagão como "um caso típico de pane gerencial". Ele avaliou que, pela extensão do blecaute, a chuva não pode ter sido determinante. "A chuva ajudou, mas o governo colaborou para aumentar o problema. É preciso investimento e gerenciamento neste setor", disse. "E quem garante que não irá ocorrer outra vez?", questionou Coruja.

O DEM e o PPS já elaboram requerimentos de convocação do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e de Dilma para prestarem depoimento nas comissões permanentes da Câmara. Na Comissão de Fiscalização e Controle, o requerimento de convite feito pelo deputado do PSDB Vanderley Macris (SP) a Lobão já foi aprovado. Segundo o tucano, o ministro comunicou que comparecerá, mas a data da audiência ainda não foi definida.

Ainda pela manhã, Caiado protocolou um requerimento de informações ao ministro Lobão. Na lista de perguntas, Caiado questiona quantos Estados e municípios foram atingidos, qual o valor estimado do prejuízo, que medidas efetivas serão adotadas para minimizar os prejuízos com o apagão e qual foi o total de investimentos feitos para diminuir a fragilidade dos sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica e para incrementar os sistemas de segurança das linhas de transmissão no período de janeiro de 2003 até hoje.

Investimentos
Porém, o líder do PT, Candido Vaccarezza (SP) rebateu as acusações da oposição. Segundo ele, não houve um apagão, e sim uma queda de energia que durou menos de três horas. O parlamentar afirmou que, ao contrário do que a oposição diz, o apagão mostra a capacidade do governo e da ministra Dilma Rousseff.

"Na época deles (governo Fernando Henrique Cardoso) foi um ano de apagão. No nosso governo, três horas e sem nenhuma consequência grave para a economia do Brasil."

Segundo o líder do PT, no governo passado foi necessário controlar o crescimento da economia por falta de produção de energia e que hoje o Brasil produz mais do que precisa e investe mais para acelerar o crescimento econômico.

"A economia vai crescer neste trimestre e continuar no ano que vem. Este é um tema que nos interessa discutir e comparar o que foi feito no governo deles e no nosso", afirmou.

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