Depois de provocar centenas de mortes durante o inverno no hemisfério norte, a epidemia de gripe suína passou a deixar os brasileiros em alerta pouco antes do início do inverno deste ano.
O estado do Rio registrou o primeiro caso da doença: o paciente era um jovem brasileiro de 29 anos que viajou a passeio para o México. Mas a primeira morte aconteceu no Rio Grande do Sul. A vítima era um caminhoneiro de 29 anos que passou uma semana na Argentina.
Medidas de prevenção A disseminação do vírus provocou adiamento do retorno às aulas e corrida às farmácias em busca de álcool gel. Um dos maiores fabricantes do país, a Reckitt Benckinser vendeu nas duas primeiras semanas de agosto o triplo do comercializado em todo o ano passado.
Nos portos e aeroportos, o controle da entrada de viajantes foi reforçado. O governo pediu à população que evitasse viajar para Chile e Argentina – onde houve maior número de casos. A precaução gerou controvérsia na disputa da final da Libertadores da América entre Cruzeiro e o argentino Estudiantes. Os brasileiros queriam jogar no Paraguai, mas não conseguiram transferir a partida.
O país registrou 1.368 mortes pela vírus H1N1 entre 25 de abril e 10 de outubro, de acordo com o Ministério da Saúde – o que corresponde à mortalidade de 0,7 por 100 mil habitantes.
Vacinas A campanha de imunização contra a doença deve ser uma das maiores já ocorridas no país. A ação está prevista para os meses de março e abril do ano que vem. Profissionais de saúde, grávidas, crianças de 6 meses a 2 anos, indígenas deverão ser priorizados. Idosos com doenças crônicas e jovens saudáveis de 20 a 29 anos também serão vacinados – em algumas regiões a idade limite chegará a 34 anos.
Segundo o diretor de Vigilância Epidemiológica do ministério, Eduardo Hage, foram reservadas 83 milhões de doses para a megavacinação, sendo que 50 milhões para adultos jovens e saudáveis dos 20 aos 34 anos.