Juiz recua e libera páginas do Orkut de Manuela em Porto Alegre
Reuters
PORTO ALEGRE (Reuters) - Após conceder uma liminar
determinando que a deputada federal Manuela D'Ávila (PCdoB)
retirasse uma comunidade do Orkut e um vídeo do YouTube, o juiz
Ricardo Hermann, da 1a zona eleitoral da capital gaúcha, mudou
sua decisão e liberou a candidata à prefeitura da
responsabilidade pelo material veiculado na Internet.
Para o juiz, não há evidências de favorecimento da
candidata e do seu conhecimento prévio sobre o conteúdo das
páginas, além de não ter havido comprovação de que a origem do
material fosse o partido ou a própria candidata. Para o juiz, a
propaganda eleitoral na Internet tem peculiaridades que a
distinguem dos meios tradicionais.
"O potencial anonimato na Internet faz com que não se possa
equiparar o conhecimento, ou seja, a cientificação da
existência de propaganda irregular nesse meio com o
consentimento de que ela seja produzida, como ocorre no que
tange à propaganda eleitoral de rua", afirma o juiz na decisão.
O juiz menciona ainda que a retirada dessas páginas da rede
não se encontra ao alcance do candidato ou dos partidos e
afirma que, para julgar e decidir sobre propaganda eleitoral na
Internet, as denúncias devem apresentar provas sobre a
participação do candidato.
O processo foi motivado por uma denúncia feita pelo
Ministério Público Eleitoral. O julgamento do mérito foi feito
na quarta-feira e suspende a liminar expedida em 18 de julho
pelo próprio juiz.