10/07/2008 - 12:08 (atualizada em 03/09/2008 23:09)
Alimentos têm maior alta no mês de junho desde 1994
Preços subiram 8,64% neste ano, bem acima dos 3,93% registrados no mesmo período de 2007, segundo o IBGE
Da Redação
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que direciona a inflação oficial do Brasil, subiu 0,74% em junho, principalmente por causa dos preços dos alimentos, que aumentaram 2,11%, maior variação para o mês desde 1994. Em 2008, o grupo alimentação e bebidas acumula uma inflação de 8,64%, bem acima dos 3,93% registrados no mesmo período do ano passado.
A alta do IPCA, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (10), chega a 3,64% neste ano, enquanto que na mesma época de 2007 estava em 2,08%. Os alimentos representam 1,88% do aumento de 2008.
De acordo com o levantamento do IBGE, em junho, o preço do quilo arroz ficou 9,9% mais caro, o do feijão preto 7,54% e o do feijão carioca 15,55%. O valor das carnes teve variação de 6,91%. Entre os itens que apresentaram redução estão o óleo de soja (-2,76%) e as frutas (-1,96%).
Já os produtos não-alimentícios que contribuíram para o valor do índice do mês passado são gás encanado (8,76%), gás veicular (8,31%), passagens aéreas (3,70%), artigos de higiene pessoal (1,29%), artigos de limpeza (1,33%) e salário de empregado doméstico (1,04%).
Porto Alegre foi a cidade que registrou o maior crescimento do IPCA, 0,90%. Em seguida, ficaram Salvador (0,86%), São Paulo (0,82%), Recife (0,81%), Belo Horizonte (0,75%), Curitiba (0,69%), Fortaleza (0,68%), Brasília (0,64%), Goiânia (0,57), Rio de Janeiro (0,55%) e Belém, (0,41%). A alta nos preços dos alimentos e das bebidas atingiu todas as regiões pesquisadas.
Inflação no último ano
No acumulado em 12 meses, o IPCA atingiu, pela primeira vez desde novembro de 2005, a marca de 6,06%. No índice do último ano, o grupo alimentação e bebidas também exerceu o maior impacto. A variação foi de 15,79%, o que representa 3,43%, mais da metade do IPCA.
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos.