08/07/2008 - 15:29 (atualizada em 03/09/2008 23:09)
Daniel Dantas foi pivô de uma das maiores disputas societárias da história econômica brasileira
Da Redação
Engenheiro e economista, Daniel Dantas é dono do grupo Opportunity, cujas operações tiveram início em 1996. No ano seguinte, ganhou notoriedade ao ser escolhido pelo Citibank para gerir os recursos do banco aplicados no processo de privatização de estatais brasileiras.
Em 1998, esteve no centro das investigações sobre suspeitas de favorecimento na privatização de empresas do Sistema Telebrás. Em maio de 1999, começaram as divergências de Dantas com os sócios Telecom Italia e os fundos de pensão. Em 2000, sócios e fundos de pensão estatais entraram na Justiça contra o Opportunity por supostas manobras societárias. Essa foi uma das maiores disputas societárias da história econômica do Brasil, que só terminou com a venda da empresa para a Oi (ex-Telemar) em abril deste ano. Durante essa disputa, Dantas foi acusado de espionagem.
Sua ligação com a política começou em 1990, quando foi citado como possível ministro da Fazenda no governo Fernando Collor. Ligado ao PFL, partido do qual foi conselheiro, aproximou-se do senador Antonio Carlos Magalhães por indicação de Mário Henrique Simonsen.
Durante dez anos, foi sócio do baiano Nizan Guanaes na agência de publicidade DM9. Trabalhou no Bradesco, onde conheceu o ex-presidente do banco, Antônio Carlos de Almeida Braga, que lhe convidou para trabalhar no Itaú, do qual foi presidente. Foi após a gestão à frente do banco carioca que Dantas fundou o Opportunity.
Em setembro de 2007, a procuradoria da República ofereceu ação de improbidade administrativa combinada com ação civil pública contra o Opportunity e seu proprietário. A Comissão de Valores Mobiliários multou o banco por descumprir regras do Banco Central ao admitir brasileiros num fundo de investimento estrangeiro nas ilhas Cayman.
Daniel Dantas também tem investimentos em mineração e agropecuária.