Vitória na Salonpas Cup encerra tabu de três anos sem sucesso em decisões
Gazeta Press
A conquista da Salonpas Cup neste domingo deu fim a um período cerca de três anos até que finalmente o Finasa/Osasco conseguisse passar pelo Rexona/Ades em uma final. Ao todo, o jejum contra as rivais durou três Superligas e duas edições do Salonpas Cup. Um tempo que, admitem as atletas do time paulista, já estava engasgado na garganta.
“Não tem mais tabu nenhum e isso é muito bom”, comemorou a atacante Paula Pequeno, já de olho na Superliga feminina, principal torneio da temporada, que o Osasco não vence desde a edição 2004/2005. “Agora, só depende da gente. E vamos trabalhar para ganhar o título”, afirmou.
De acordo com o técnico Luizmomar de Moura, que nunca havia batido o time de Bernardinho em uma decisão, o grupo agora jogará mais leve. “A gente precisava vencer uma competição contra o Rexona até para tirar um pouco daquela situação de nunca conseguirmos vencê-los”, reconheceu o técnico, eleito o melhor do torneio na função.
Para a levantadora Carol Albuquerque, entretanto, o Osasco ainda vai ter que evoluir muito se quiser repetir a dose nos próximos torneios. “Osasco e Rexona é aquele clássico que todo mundo quer ganhar. Agora estamos na vantagem, mas só que temos que melhorar mais porque hoje quase que elas ganharam”, alertou, se referindo ao fato de o Osasco ter permitido o tie-break depois de ter aberto 2 sets a 0.
Por sua vez, a atacante Natália é mais confiante.“Esse é o segundo título do Osasco este ano (o time também venceu a Copa Brasil). A equipe está vindo com força nesta temporada e queremos ganhar todos os campeonatos”, ressaltou. Revelada pelo Rexona, a central Thaísa preferiu mostrar respeito ao ex-clube. “Vencer o Rio de Janeiro pode até ter um gostinho especial para os outros times, mas eu não sinto isso porque já estive do outro lado da quadra. Tenho vontade de ganhar é qualquer final, independente de quem seja o adersário”, afirmou.