24/08/2008 - 12:48 (atualizada em 03/09/2008 23:54)
Com show, EUA recuperam a hegemonia no basquete
Estados Unidos recuperam o cetro no masculino e voltam a ser os maiores do mundo; no feminino, time do país "passeia"
Da Redação
Depois do fiasco do basquete masculino nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, quando os Estados Unidos não conseguiram alcançar a medalha de ouro, a equipe americana deu a volta por cima, aprendeu que a humildade é a maior característica de um grande campeão e, com direito a show, reconquistou o lugar mais alto do pódio.
LeBron James e Kobe Bryant, mesmo "arroz de festa" na China, foram os pilares da conquista americana. O ala do Cleveland Cavaliers mostrou, durante os Jogos, todo o seu arsenal ofensivo. Já Kobe confirmou o que já se sabia: a intensidade defesa e a criatividade no ataque fazem que que ele se afirme como um dos mais completos dos últimos anos.
Mas não foi somente os Estados Unidos que encantaram o mundo. As seleções da Espanha, que acabou ficando com a prata, e da Argentina, que ficou com o bronze, foram brilhantes em quadra e, quando enfrentaram os americanos, mostraram muita personalidade e deram muito trabalho para os astros da NBA.
As meninas do basquete dos Estados Unidos também foram soberanas em quadra. Sem dar chance para qualquer adversária, elas venceram de ponta a ponta a competição com um brilho único. Diferentemente da equipe masculina do país, a seleção feminina não precisavam provar nada a ninguém, mas, mesmo assim, jogaram para vencer sempre, mostrando um espírito guerreiro em quadra.
Já as australianas, que ficaram com a prata, e as russas, com o bronze, ficaram um degrau abaixo das americanas, como já era esperado. Por outro lado, o resultado não é depreciativo, já que Austrália e Rússia provaram que, mesmo sem as mesmas condições técnicas, são as únicas que podem enfentar os EUA de cabeça erguida.
A equipe feminina brasileira foi uma enorme decepção, uma das maiores do país em Pequim. Jogando muito abaixo do esperado e evidenciando o desequilíbrio emocional do grupo, as brasileiras venceram apenas um jogo em toda a competição e não conseguiram se qualificar para a fase seguinte. Apesar de ser uma participação a ser esquecida, o vexame deve servir com lição para o futuro.
REUTERS
Com brilho, americanos conseguem recuperar o ouro e o orgulho ferido