24/08/2008 - 11:07 (atualizada em 03/09/2008 23:54)
Brasil fica com duas medalhas na vela; britânicos se tornam "reis"
Ingleses são os grandes campeões do esporte que trouxe para o Brasil uma inédita medalha feminina e mais um pódio de Scheidt
Da Redação
O Brasil teve representantes em oito das dez classes que navegaram na raia de Qingdao, na China, e faturou duas medalhas, firmando-se assim como a modalidade com maior número de medalhas do país – são 16 no total, contra 15 do judô. Os maiores medalhistas da competição olímpica foram os britânicos, "reis dos mares" em Pequim, com seis medalhas, sendo quatro de ouro. Os australianos ficaram em segundo lugar, com dois ouros e uma prata.
Fernanda Oliveira e Isabel Swan, que competiram na classe 470, foram a grande revelação brasileira nas águas de Qingdao. As meninas começaram mal na competição, mas conseguiram se recuperar e ir para a "medal race", a corrida da medalha. Na regata final, faturaram o bronze.
Esta foi a primeira medalha feminina brasileira conquistada na modalidade. Foi também a primeira Olimpíada disputada por Isabel. Fernanda competiu em Atenas-2004 e terminou em 17º lugar. Na 470, as australianas levaram a melhor.
Robert Scheidt, que já contabilizava dois ouros e uma prata na classe Laser, disputou os Jogos este ano ao lado de Bruno Prada, na Star - antes representada por Torben Grael, o maior medalhista brasileiro.
A dupla honrou a tradição conquistada por Grael e subiu no segundo lugar mais alto do pódio. Assim como as meninas da 470, Scheidt e Prada apresentaram resultados pouco significativos nas primeiras regatas. Porém, conseguiram se recuperar na oitava volta e mantiveram-se bem até o final.
Além do bom desempenho, a dupla contou com a sorte, que deixou os suecos – que vinham com pontuação para levar a prata - na última colocação na regata da medalha, com pontos apenas para o bronze. O ouro ficou para a dupla inglesa.
Em sua estréia olímpica Eduardo Couto não conseguiu classificação para a regata da medalha da classe Finn e terminou na 13ª posição geral. A classe não teve a disputa da décima regata por conta da falta de ventos em Pequim, e os britânicos terminaram em primeiro.
André Fonseca e Rodrigo Duarte, que disputaram a classe 49er, tiveram resultados oscilantes ao longo da competição. Chegaram a vencer uma das regatas, mas depois despencaram para o 14º lugar na volta seguinte. Por fim, classificaram-se para a “medal race”, terminaram a competição em sétimo e assistiram ao título da Dinamarca.
Bruno Fontes foi para Pequim com a difícil missão de substituir Scheidt na classe Laser. Pois o brasileiro ficou bastante distante do esperado e amargou uma 27º posição, sem nem ter chances de disputar a corrida da medalha. O ouro ficou para os norte-americanos.
Ricardo Winick, o Bimba, era esperança de medalha brasileira na categoria RS:X. Entretanto, o velejador ficou a duas posições do pódio. Bimba cruzou a linha de chegada da regata da medalha em sexto e terminou a competição na quinta colocação. O primeiro lugar foi da Nova Zelândia.
Patrícia Freitas, de apenas 18 anos, foi para Pequim participar de sua primeira Olimpíada correndo pela classe RS:X. A campanha da estreante não foi das melhores e ela terminou na 18º posição. A China ganhou a competição.
Fábio Pillar e Samuel Albrecht terminaram a décima regata da classe 470 em 13º lugar e não tiveram a oportunidade de navegar a “medal race”.
Reuters
Fernanda e Isabel conquistam a 1º medalha feminina brasileira na vela