10/07/2008 - 16:48 (atualizada em 03/09/2008 23:48)
As cabelereiras invadem os gramados
Cada vez mais jogadores inovam no estilo dos cortes para ganharem ainda mais destaques nos campos do futebol; outros preferem a cabeça raspada
Danilo Lavieri
Em países como o Brasil, onde o futebol tem grande importância, os jogadores costumam ser referências para adultos e crianças. Não é à toa que muitos goleiros mirins gritam o nome de seu ídolo ao praticar uma bela defesa e o mesmo aconteça quando um mini-atacante faça um gol.
Mas, nos últimos anos, a reverência vem ultrapassando o campo de jogo. No estilo de se vestir, no jeito de andar e até para cortar o cabelo os atletas se tornaram referência.
"Tem gente que até hoje pede para cortar cascão que nem o Ronaldo fez na Copa do Mundo de 2002", lembra Mário Albertoli, cabeleireiro em um salão na zona sul de São Paulo.
Além do Fenômeno, outros jogadores são usados como espelho nos salões de beleza do país a fora. O estilo moicano de Beckham marcou época entre os fãs de futebol e inspira jogadores como o goleiro do Cruzeiro Fábio. Até mesmo Ronaldinho Gaúcho e suas longas madeixas são inspiração para crianças e outros atletas.
Celsinho, por exemplo, ganhou notoriedade pela grande semelhança na aparência com o jogador do Barcelona. Ele não esconde as semelhanças, mas ressalta que aparência e habilidade são coisas diferentes.
"É só pelo lado físico, por causa do cabelo. Pelo lado esportivo, peço aos torcedores que não esperem o futebol de Ronaldinho, mas sim o futebol do Celsinho", disse o ex-jogador da Portuguesa em sua apresentação ao Sporting em 2007.
Outro exemplo clássico quando se falam em cabeleiras no futebol é Valderrama. O estilo fica ainda mais visível por causa do loiro-água-oxigenada. Neste caso, no entanto, a moda não teve grande sucesso e o exemplo mais próximo do colombiano é do zagueiro espanhol Puyol, que tem uma cabeleira mais contida.
Às vezes, o cabelo também vira alvo de comemoração. O caso mais recente é do título paulista do Palmeiras. Para festejar a conquista, todos os jogadores do elenco, com exceção do atacante Kleber, rasparam a cabeça e uniformizaram o estilo.
Aliás, a cabeça raspada também é um outro estilo muito seguido pelos jogadores. Alex Mineiro, Rui, Mineiro, Alex Silva, Miranda, Diego Tardelli, Souza e muitos outros preferem refletir a luz dos estádios em sua cabeça a criar um estilo usando o gel.
O certo é que estilos não faltam e muitos outros jogadores e jovens ainda vão copiar estrelas, referências que já deram certo no esporte para buscarem alguma inspiração. Resta saber até que ponto a cópia vai: se influencia no jeito de jogar ou se pára no espelho.
AFP
Beckham comemora gol com o estilo moicano, que ganhou muitos adeptos