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27/06/2008 - 19:26 (atualizada em 03/09/2008 23:57)

Pesquisa elege os 11 maiores craques da seleção de todos os tempos

Em 1996, PLACAR ouviu 64 jornalistas, ex-jogadores estrangeiros e técnicos do Brasil em Copas e elegeu nossos 11 maiores craques

Da Placar Especial

O Rei do futebol, única unanimidade
Pelé foi o único a receber todos os 64 votos possíveis daquele colégio eleitoral. Não era para menos: afinal, o Rei cabeceava, lançava, driblava, fazia gols. Tudo com a mesma perfeição. Além disso, foi o jogador que mais gols marcou por uma Seleção em todos os tempos (95). O mais jovem a levantar a taça (17 anos e 8 meses, na Suécia, em 1958). E o único a vencer três Copas do Mundo até hoje.

O anjo da guarda
No início dos anos 50 ¿ época em que se dizia que ¿goleiro brasileiro não inspirava confiança¿ ¿, surgiu Gilmar. Colocação perfeita, reflexos rápidos, segurança e coragem eram suas principais características. Com elas, ele ajudou o Brasil a conquistar dois mundiais. Com 46 votos, superou Barbosa (oito), Castilho (cinco), Taffarel, Manga, Leão, Batatais e Amado (um voto cada).

Titular absoluto
Mesmo jogando só a final de 1958, Djalma Santos foi apontado como o melhor lateral da competição. Os especialistas ouvidos por PLACAR também o elegeram para a Seleção de todos os tempos, com 34 votos. Com o deslocamento de Carlos Alberto para a zaga, Djalma só teve dois concorrentes: Leandro, quatro votos, e De Sordi, dois.

Eterno capitão
Ele jogou apenas uma Copa pela Seleção, em 1970. Mas na cabeça do torcedor a imagem que ficou foi a do eterno capitão do tri. Por isso ¿ e apesar da vitória de Djalma Santos em sua posição original, a lateral direita ¿, Carlos Alberto acabou eleito como zagueiro. Seus 30 votos superaram Mauro Ramos (12 votos), Bellini (11), Luís Pereira (dez), Aldair e Orlando (oito cada).

O dono da grande área
Em matéria de zagueiros, Domingos da Guia foi tão absoluto no Brasil que, para ter um companheiro à altura, foi preciso deslocar Carlos Alberto Torres para a zaga. Não foi por acaso que ele deixou todos os outros concorrentes comendo poeira. Domingos preferia sair jogando a dar chutões. E, para quem perguntasse o segredo de tanta tranqüilidade, respondia: ¿Eu vou pelo atalho¿.

Inesquecível diamante
Nem os mais de 60 anos que separam nossos dias da primeira Copa do Mundo realizada na França, em 1938, foram capazes de deixar o centroavante Leônidas da Silva de fora da Seleção de todos os tempos. Com 24 indicações, o inventor da bicicleta ficou à frente de monstros sagrados como Romário (14 votos), Ademir de Menezes (quatro), Vavá, bicampeão do mundo (um voto); e Arthur Friedenreich, considerado o Pelé dos anos 10 e 20, que nem sequer foi lembrado.

Enciclopédia da bola
De futebol ele sabia tudo, tanto que ganhou o apelido de Enciclopédia. Precursor nas subidas ao ataque (hoje exigidas de qualquer lateral que se preze), Nílton Santos tinha técnica e dominava a arte de driblar como poucos atacantes. Na eleição para a Seleção Brasileira de todos os tempos, ficou com o segundo maior número de votos (58, empatado com Garrincha), atrás apenas dos 64 de Pelé. O flamenguista Júnior, em tese seu maior concorrente, ganhou sete indicações.

Canhoto genial
Gérson ensinou a torcida a enxergar no passe ou em um lançamento longo um momento de glória tão importante quanto um drible ou um gol. Com a precisão de sua abençoada perna esquerda, lances de 30, 40 metros de distância pousavam suavemente no pé ou no peito dos companheiros. Ganhou 33 votos, suficientes para derrotar pesos pesados Rivelino (19), Zico (17) e Tostão (15).

Melhor que ele, só Pelé
Garrincha sempre foi um semideus do futebol brasileiro, abaixo apenas de Pelé. O resultado da nossa enquete confirma: seus 58 votos (mesmo número de Nílton Santos) só o deixam atrás do Rei. Consenso pela ponta, deixou pouco para Tesourinha e Pedro Amorim, com um voto cada.

O pai da ¿folha-seca¿
Dono de um chute ¿oblíquo e dissimulado como o olhar de Capitu¿ ¿ na definição de Nélson Rodrigues, referindo-se à personagem do romance Dom Casmurro ¿, Didi era um jogador clássico. Nas cobranças de faltas, inventou a folha-seca, lance em que a bola descreve uma curva e engana o goleiro. Nesta eleição, foi o quarto mais cotado, com 43 votos.

Nosso primeiro gênio
Até a Copa do Mundo de 1950, nenhum jogador havia sido chamado de gênio. Zizinho mudou essa história. Técnica refinada, dribles curtos, passes certeiros e chutes precisos compunham seu repertório, o mais completo visto até o aparecimento de Pelé. Seus 30 votos garantiram um lugar tranqüilo no meio-campo da Seleção Brasileira de todos os tempos.

*Fonte: revista ¿Placar Especial¿, publicada originalmente na edição 1160b, de 02/02/2000, páginas 68-71

 

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