Esportes

27/06/2008 - 18:37 (atualizada em 03/09/2008 23:57)

Gênio, Garrincha foi decisivo nas conquistas de 1958 e 1962

Ponta-direita entortou "joãos" na Suécia e no Chile e foi fundamental para o bicampeonato da seleção brasileira

Da Placar

Soviético, inglês ou espanhol. Não importava nacionalidade, religião ou regime político, para Mané Garrincha todo marcador não passava de um "João". Dotado de uma inteligência espacial fora do comum, Mané transformou o que seria uma limitação física (as pernas tortas) em vantagem competitiva. Com as duas pernas arcadas para o lado esquerdo, ganhava um arranque extraordinário para o lado direito. E depois dos dribles, que faziam a alegria do povo, sempre vinham o cruzamento perfeito ou o chute forte.

Garrincha ficou de fora dos primeiros jogos da Copa de 1958 porque desnorteou os psicólogos. Submetido a exames psicotécnicos, foi considerado imaturo para disputar uma competição tão importante. A comissão técnica, no entanto, se dobrou ao seu talento. Quando entrou em campo, deixou sem rumo russos, franceses e suecos, tornando-se um dos responsáveis diretos pela primeira conquista brasileira.

Seu maior momento viria em 1962. Todos os olhos do mundo estavam sobre Pelé. Mas o Rei se machucou na segunda partida e o Brasil temeu. Então, Mané assumiu a responsabilidade de jogar por ele e por Pelé. Marcou gol de esquerda, de cabeça, driblou até o juiz. E o Brasil levantou a taça com a certeza de que nunca antes um jogador havia sido tão decisivo na conquista de uma Copa como Garrincha no Chile.

Gênio do futebol: as pernas tortas de Garrincha ludibriaram adversários na Suécia e no Chile e carregaram a Seleção rumo ao bi mundial

*Fonte: revista ¿Placar Especial¿, publicada originalmente na edição 1287a, de 01/10/2005, páginas 94-95

 
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