Esportes

30/04/2008 - 23:08 (atualizada em 03/09/2008 23:51)

Após frustrações, Massa é a bola da vez

Depois de Barrichello e cia, ferrarista é a esperança do Brasil ter novamente o piloto mais rápido da F-1

Raphael Hakime

Depois de Ayrton Senna, vários brasileiros tentaram ocupar a lacuna deixada pelo tricampeão mundial, mas nenhum conseguiu sequer chegar perto das marcas do ídolo. Desde quando foi contratado pela Ferrari, Felipe Massa desponta como a principal aposta brasileira do esporte.

Desde 1991, o Brasil não conquista um título mundial da categoria. Rubens Barrichello teve possibilidades, mas na sua frente estava Michael Schumacher. Os melhores resultados de Rubinho são dois vice-campeonatos conquistados em 2002 e 2004. Em ambos, o alemão ficou com o título.

Massa tem uma tarefa árdua pela frente. O brasileiro já mostrou ter um carro equilibrado, muita ousadia e talento de sobra. O único problema, mais uma vez, é a sombra do companheiro de equipe, Kimi Räikkönen. O finlandês já venceu o campeonato de 2007 e está bem encaminhado na liderança em 2008.

Fracassos da categoria

Em 1995, somente Barrichello representou o Brasil no circuito - e sem muito êxito. Conquistou um suado 11º lugar no Mundial de Pilotos. Em 1996, Rubinho ganhou a companhia de Pedro Paulo Diniz, que também não se destacou. Alcançou um 15º lugar no fim do ano, com apenas 2 pontos. Em 97, a dupla repetiu os maus resultados. Barrichello foi o 13º e Diniz o 16º.

Em 98, Rubinho ficou em 12º e Diniz em 14º. Em 99, os dois insistiram na modalidade. Rubinho melhorou ? foi o 7º da tabela. Já Diniz continuou sua coleção de finais ruins ? foi o 14º, com 3 pontos.

O ano 2000 começou com uma promessa para o povo brasileiro. Aumentava o número de representantes do país na Fórmula 1. Ao todo, chegaram a disputar a competição quatro profissionais: Barrichello, Ricardo Zonta, Pedro Paulo Diniz e Luciano Burti. O melhor resultado foi de Rubinho novamente, um 4º lugar no Mundial. Tarso Marques viria engordar a lista em 2001, mas também colecionou péssimas colocações.

Estréia de Massa

Foi em 2002 que surgiu uma das maiores promessas. Felipe Massa, da Sauber Petronas, estreou na modalidade com um modesto 13º lugar, enquanto Barrichello foi o 2º. Massa trocaria a Sauber em 2003 pela Ferrari. Ele foi piloto de testes na equipe italiana, que contava com Barrichello e Schumacher no time principal. Em 2004 voltou a correr pela Sauber e chegou à 12ª colocação geral. Rubinho novamente foi vice.

O melhor ano de Felipe seria 2006. Na temporada, o brasileiro correu bem e convenceu com a Ferrari. Chegou em terceiro no fim da competição. Desde então, Massa é a principal aposta do automobilismo brasileiro e o que mais se aproxima do estilo audacioso de pilotagem de Ayrton Senna.

Jovens promessas

Em 2008, o filho de um tricampeão da Fórmula 1 deu a largada para tentar seguir os passos do pai na categoria. Nelsinho Piquet surgiu na modalidade com muita vontade de trabalhar e um sobrenome a zelar.

Segundo piloto da Renault (a prioridade é o espanhol Fernando Alonso), Nelsinho vem mostrando personalidade nos GPs, mas até agora não pontuou. Piquet coleciona bons resultados nas ?categorias de base? da Fórmula 1. Entre elas estão o título da Fórmula 3 inglesa e da F3 Sul-americana.

Outra grande aposta também tem sobrenome de campeão. Bruno Senna, sobrinho do tricampeão mundial Ayrton Senna, desponta como um possível sucessor do tio. Até agora, o garoto de 24 anos se destacou na Fórmula 3 inglesa e australiana e, atualmente, disputa a Fórmula GP2. No GP da Espanha, Senna chegou à co-liderança da competição.

 
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