06/10/2008 - 17:00 (atualizada em 06/10/2008 17:44)
Bovespa se recupera na última hora e fecha em queda de 5,43%
Bolsa paulista teve pregão interrompido duas vezes para tentar conter perdas
Da Redação, com agências
A Bolsa de Valores do Estado de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 5,43%, aos 42.100 pontos, nesta segunda-feira (6). A duas paralisações só tiveram o efeito de retomar a alta no índice no final do pregão.
A Bovespa reduziu as perdas na última hora da sessão, refletindo a combinação de perdas menos acentuadas em Wall Street, que teve o pior resultado em quatro anos, e o efeito de novas medidas do governo brasileiro para enfrentar a crise internacional.
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deram entrevista coletiva na tarde de hoje para acalmar os mercados. Meirelles insistiu que o Brasil tem reservas internacionais superiores aos US$ 200 bilhões e garantiu que o Banco Central intervirá no mercado cambial quando for necessário.
A primeira suspensão aconteceu menos de 20 minutos depois da abertura do pregão, quando a Bolsa registrava queda de 10,09%, aos 40.025 pontos, e durou meia hora.
Após 55 minutos de negociação, o pregão foi novamente interrompido durante uma hora, no momento em que as perdas chegavam a 15,06%, aos 37.817 pontos. Desde outubro de 2006, os pontos do Ibovespa não caíam a esse patamar.
Depois da segunda retomada, a Bovespa anunciou que o pregão seria paralisado apenas se o Ibovespa ficasse abaixo de 20%. A paralisação é um procedimento normal do mercado financeiro, adotado quando o índice de uma bolsa registra queda superior a 10%.
O pessimismo derubou as bolsas do mundo todo hoje.
Dólar
A moeda americana fechou em alta superior a 7% nesta segunda-feira, acompanhando o derretimento dos mercados em meio a temores com o agravamento da crise financeira global. A cotação terminou em R$ 2,20. É a maior valorização percentual diária desde janeiro de 2002 e o maior patamar de fechamento desde setembro de 2006.