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07/08/2008 - 14:30 (atualizada em 03/09/2008 23:59)

Centro-Oeste lidera alta na criação de empregos no país

Região criou 61,6 mil postos de trabalho no trimestre encerrado em maio, um crescimento de 39,1% em relação ao mesmo período de 2007

Da Redação

A economia da região Centro-Oeste, impulsionada pelos agronegócios, foi responsável pela criação de 61,6 mil empregos formais no trimestre encerrado em maio, o que corresponde ao maior crescimento do país, de 39,1% em relação ao mesmo período de 2007. Nem o Sudeste, conhecido por concentrar grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, teve um aumento tão grande, registrando abertura de 497,6 mil vagas e alta de apenas 9,1%. Os dados são do Boletim Regional, publicação trimestral do Banco Central (BC) que analisa a economia de todas as regiões do país, divulgado nesta quinta-feira (7).

De acordo com o BC, contribuíram para o crescimento dos níveis de emprego e renda no Centro-Oeste as exportações de carnes, milho e soja, incentivadas pelo alto preço externo. A região ainda deve ser beneficiada pela elevação de 12,5% projetada para a safra de grãos, que deverá totalizar 49,4 milhões de toneladas no ano.

Apesar do destaque para o Centro-Oeste, praticamente todas as regiões mostraram avanços. Segundo o BC, o desempenho da economia brasileira nos primeiros meses de 2008 foi favorecido pela demanda interna e pela procura mundial por alimentos.

No Sudeste, a economia foi puxada pelo crescimento de 2,2% da indústria. Já o ritmo das vendas varejistas apresentou desaceleração, muito por causa das políticas para o controle da inflação. A safra agrícola, que deverá totalizar 17,2 milhões de toneladas em 2008, registrará um aumento de 8%.

O comércio da região Sul aumentou 46,2% no primeiro semestre de 2008, resultado de expansões de 29,4% nas exportações e de 72,1% nas importações. O nível de emprego formal cresceu 1,7%. As atividades econômicas da área nos próximos meses seguem fortalecidas pela ampliação da safra de grãos e pelo alto preço das commodities agrícolas.

No Norte, as perspectivas também são favoráveis em relação à safra agrícola, que deverá totalizar 3,8 milhões de toneladas, representando crescimento anual de 16%. O comércio externo teve aumentos significativos tanto das exportações, 27,1%, quanto das importações, 48,5%, no primeiro semestre do ano. Em sentido inverso, a indústria recuou 5,7%.

A economia nordestina tomou força por causa do comércio externo no primeiro semestre do ano, que teve recordes de exportações, US$ 7,2 bilhões, e de importações, US$ 7,8 bilhões. Porém, a redução na atividade de fabricação de açúcar foi um dos fatores responsáveis pela pequena criação empregos formais, apenas 8,8 mil, resultado 77% inferior ao observado em igual período de 2007. A atividade no local deve seguir forte por causa da demanda interna e dos programas sociais do governo federal.

 
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