Queen perde força criativa com Paul Rodgers nos vocais
Grupo lança “The Cosmos Rocks”, primeiro álbum de estúdio sem a presença de Freddie Mercury
Bruno Dias
Em 24 de novembro de 1991, o Queen sofreu um duro golpe. Freddie Mercury - líder, vocalista e principal compositor do grupo - morreu em decorrência da Aids e o mundo perdeu um de seus artistas mais completos e inventivos.
Tributos, coletâneas e até um álbum póstumo, “Made in Heaven” (1995), foram lançados na tentativa de suprir a lacuna deixada por Freddie. E após uma homenagem durante a inclusão do Queen no Hall da Fama britânico, em 2004, a banda resolveu retomar as atividades com Paul Rodgers (ex-vocalista do clássico grupo Free) nos vocais.
O baixista John Deacon pulou fora dessa nova empreitada, deixando a responsabilidade de trazer de volta uma das marcas mais famosas do rock para o guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor.
Depois de excursionarem o mundo com o novo vocalista, sob a alcunha de Queen + Paul Rodgers, a banda resolveu lançar seu primeiro disco de estúdio em 13 anos, “The Cosmos Rocks”, com canções inéditas compostas por Rodgers, May e Taylor.
A ausência de Freddie Mercury não é só sentida nos vocais, mas sua criatividade e refinamento para música fazem muita falta neste novo trabalho do Queen, algo que é percebido logo na abertura do disco, na fraca e cheia de clichês “Cosmos Rockin’”.
As letras do álbum possuem em sua maioria mensagens positivas, quase religiosas, como em “We Believe” (“Acredito que existe apenas uma chance neste mundo para ouvir nossos irmãos”) e “Warboys”, com barulhos de bombas para passar uma mensagem contra as guerras.
É possível ouvir ecos do velho Queen em “Still Burnin’” (com direito a palminhas estilo “We Wil Rock You”); “Call Me”, com levada acústica; “Say It’s Not True”, com Roger Taylor e Brian May dividindo os vocais com Rodgers, numa canção que nos remete a um dos últimos sucessos da banda, “The Show Must Go On”, de 1991; e principalmente na ótima “C-lebrity” (uma crítica ao atual mundo das celebridades), que conta com a participação do baterista do Foo Fighters, Taylor Hawkins, nos vocais.
Outros grupos como The Doors, com Ian Astbury no lugar de Jim Morrison; e Alice in Chains, com William Duvall no lugar de Layne Staley, tentaram dar seqüência a seus trabalhos após a morte de seus vocalistas, e o resultado foi tão catastrófico quanto à perda de seus ídolos.
No Queen não é diferente, Paul Rodgers pode funcionar ao vivo, onde a banda toca sucessos da sua fase áurea, mas em seu primeiro desafio em estúdio mostra limitações transformando um dos grupos mais criativos de sua geração em uma simples e ultrapassada banda de hard rock.
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{'nome': 'Ronaldo Soares','email': 'ronaldom1@ig.com.br','texto': 'Caros colegas concordo plenamente com o autor. Não estamos diminuindo o valor do Paul Rodgers, mas sinceramente um cara que está na estrada desde o final dos anos 60 e é mais conhecido pelo fato de ter feito uma turnê com o Queen, não é assim tão brilhante!! E respeito que gostem do Paul, mas que o disco lançado é horrível isto é, e concordam comigo a crítica mundial e os fãs que não compraram o álbum e o mesmo foi um fracasso. Para cantar ao vivo a lista de sucessos do Queen até eu faria bem!'}
(10/02/2010 06:53)
{'nome': 'Marcelo Nunes','email': 'mmnunes@gmail.com','texto': 'Vai conhecer um pouco de Free e Bad Company pra depois falar mal de Paul Rodgers. Eh dinheiro fácil !'}
(27/11/2008 12:00)
{'nome': 'karcillo falcão','email': 'karcillo1@yahoo.com.br','texto': 'Esse despreparo da mídia em comentar sobre hard rock como é o caso do Queen e também de grupos de heavy metal me deixa extremamente irritado.Comentários como este acima me lembra daquela desastroza declaração postada por Arnaldo Jabor sobre a morte do guitarrista do Pantera.Pessoal, vamos procurar conhecer sobre a carreira brilhante que Paul Rodgers e o grande respeito que ele tem no rock, para não falar bobagens.'}