Diversão

24/09/2008 - 01:09 (atualizada em 24/09/2008 16:39)

Machado de Assis: pelo menos 20 adaptações de obras do escritor foram para o cinema

Entre as montagens mais famosas estão “Dom” e “A Cartomante”

Da Redação

Histórias de Machado de Assis foram adaptadas para o cinema pelo menos 20 vezes nos últimos 70 anos, segundo um levantamento feito pela Academia Brasileira de Letras (ABL) em homenagem ao centenário da morte do escritor. Entre as mais famosas estão “Dom” e “A Cartomante”, de 2003 e 2004, respectivamente, que tiveram atores globais no elenco.

“Dom”, com direção de Moacyr Góes, levou para a telona o amor e o ciúme de Bentinho (Marcos Palmeira) por Capitu (Maria Fernanda Cândido), contados no romance “Dom Casmurro”. No enredo, Miguel (Bruno Garcia), marido de Heloísa (Luciana Braga), é mostrado como um dos responsáveis pelos problemas no relacionamento do casal protagonista, além da neurose de Bentinho. Por sua atuação, Maria Fernanda ganhou o Kikito de melhor atriz no 31º Festival de Cinema de Gramado.

Já “A Cartomante”, dirigido por Wagner de Assis e Pablo Uranga, foi inspirado em um conto de Machado. Com Deborah Secco, Luigi Baricelli, Sívia Pfeifer, Christiane Alves, Giovanna Antonelli, Mel Lisboa e Sílvio Guindane, o longa-metragem também mostrou a história de um também triângulo amoroso, tema atual e chamativo.

O filme que abriu essa série de adaptações foi “A Agulha e a Linha”, filmado em 1937 pelo Instituto Nacional do Cinema Educativo com base em um conto de mesmo nome. Na seqüência, outros contos foram adaptados como “Esse Rio que eu amo” (1961 – conto “Noite de Almirante”), “Azyllo muito louco” (1971 – “O Alienista”), “A Causa secreta” (1972 – conto homônimo), “Confissões de uma Viúva Moça” (1975 – conto homônimo) e “Missa do Galo (1982 – conto homônimo).

Romances do escritor também seguiram o caminho de “Dom Casmurro” e foram levados para as telonas. Entre os filmes baseados neles estão “Que estranha forma de amar” (1978 – “Iaiá Garcia”), “Brás Cubas” (1985 – “Memórias Póstumas de Brás Cubas”), “Quincas Borba” (1987 – romance homônimo) e “Memórias póstumas” (2001 – também inspirado em “Memórias Póstumas de Brás Cubas”).

 

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