Diversão

24/09/2008 - 00:48 (atualizada em 24/09/2008 00:48)

Machado de Assis: um verdadeiro imortal

Autor de “Dom Casmurro” é o mais universal dos escritores brasileiros

Da Redação

No centenário de sua morte, Machado de Assis, que nunca freqüentou uma universidade ou pôs os pés na Europa, é lembrado como figura central da literatura brasileira de seu tempo e autor de primeira linha no mundo todo. O mestre pode ser comparado, tranquilamente, a expoentes como o francês Flaubert e o russo Tolstoi.

Uma das obras mais importantes para a chegada a esse nível foi o livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, publicada em 1880. “Se o mestre tivesse desaparecido depois da publicação de ‘Iaiá Garcia’, em 1878, teria deixado uma obra em que a poesia e a prosa se equilibram no mesmo nível de mediocridade”, observou Manuel Bandeira.

Depois de Brás Cubas, vieram outros quatro grandes romances – “Quincas Borba”, “Dom Casmurro”, “Esaú e Jacó” e “Memorial de Aires” – e dezenas de contos magníficos – “A Causa Secreta”, “Capítulo dos Chapéus”, “Missa do Galo”, “Pai contra Mãe”, para citar apenas alguns.

Como todo grande escritor, Machado de Assis tornou-se inesgotável: presta-se às interpretações mais diversas, muitas delas conflitantes (para não falar no problema insolúvel, mas irresistível que “Dom Casmurro” propõe ao leitor: Capitu, afinal, traiu ou não Bentinho?).

Machado é daqueles autores que não basta ler: o leitor precisa freqüentá-lo. É o clássico brasileiro por excelência – e um clássico se mede por sua atualidade.

Leia a reportagem completa sobre Machado de Assis no site da revista VEJA.

 

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