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30/07/2008 - 17:13 (atualizada em 03/09/2008 23:31)

'Mulheres Frutas' dão seqüência ao reinado das bundas no Brasil

Das duas polegadas a mais de Martha Rocha aos 119 cm da Mulher Melancia, conheça o culto nacional ao bumbum.

Por Camila Borowsky

Não se trata de mero acaso o Brasil ser conhecido, entre outras razões mais ou menos nobres, como o país da bunda. Além da genética peculiar das mulheres nacionais, a história do show business tupiniquim sempre foi marcado por moças que ousaram e que levantaram, com orgulho, a bandeira de “rainhas do bumbum”. 

Ainda em 1954, Martha Rocha perdeu o título de Miss Universo para a americana Miriam Stevenson. Por aqui, as formas da moça eram consideradas perfeitas para uma miss. Mas reza a lenda que os gringos eliminaram Martha por ter duas polegadas a mais de quadril.

Além da genética, veio da moda um detalhe – pequeno, claro – para dar força à simbologia em torno da “paixão nacional”. Criado em 1946 na França, o biquíni se popularizou no Brasil no final da década de 50. A pequena roupa de duas peças fez sucesso entre as vedetes que se exibiam nas areias de Copacabana e, logo, os pedaços de pano chamavam a atenção nas praias brasileiras, cobrindo poucas partes do corpo das meninas.

Nos anos 70, surgiram as nádegas que mudariam a história do culto ao derrière brasileiro: Rita de Cássia Coutinho, a Rita Cadillac, e Maria Odete Brito de Miranda, a Gretchen. “Naquele tempo não havia quem trabalhasse em TV, teatro ou cinema, que não sofresse com preconceito. Hoje em dia tudo está diferente”, conta Rita Cadillac, dona de 103 cm de bumbum, que começou no programa “Discoteca do Chacrinha” em 1974. “Hoje, quando a criança nasce, a mãe já pede para ela ir ensaiando os passos de dança ou jogando futebol. Antes estas eram profissões marginalizadas. Agora, não mais”, completa. (Leia entrevista exclusiva de Rita Cadillac ao Abril.com)

Gretchen estourou mesmo nos anos 80. Conhecida como “Rainha do Rebolado”, a morena ficou famosa ao dançar e cantar os hits “Freak Le Boom Boom”, “Melô do Piripipi” e “Conga, conga, conga”. Este ano, a “reboladeira” resolveu passar seu título de “Rainha do Bumbum” para a sobrinha – a funkeira Carol Miranda. “É uma grande responsabilidade assumir esse título, mas está sendo tudo tão bom, tanto trabalho”, afirma a morena de 118 cm de bumbum. “Achei legal a atitude da Gretchen, teria feito o mesmo se tivesse uma filha, ou uma sobrinha”, declara a outra “Rainha do Bumbum”, Rita Cadillac.


Depois das veteranas “Rainhas do Bumbum”, o mercado de trabalho foi aberto para novas popozudas. Nos anos 90, Carla Perez catalisou milhares de homens “segurando o tchan”, com mini-shortinhos e seus mais de 100 cm de bumbum. Sua PLAYBOY, que saiu em outubro de 1996, ocupa a 9ª posição do top 10 das revistas mais vendidas – foram 778 mil exemplares.

Alguns anos depois, o grupo “É o Tchan” lançou uma nova musa, Scheila Carvalho, eleita três vezes como a mulher mais sexy do mundo pela revista VIP. Sozinha, a “morena do Tchan” está em 4º lugar no ranking da PLAYBOY, vendendo 845 mil exemplares da revista em fevereiro de 1998. A “morena do tchan” também ocupa o 5º lugar, fruto do ensaio que fez com Sheila Mello, a substituta de Carla Perez, que vendeu 838 mil revistas. Com as duas, chega ao Brasil uma leva de dançarinas de axé – loiras, morenas e mulatas, com barrigas saradas e bumbuns enormes.

 



Outro fenômeno dos anos 90 foram as criações do apresentador Luciano Huck: Joana Prado, a “Feiticeira”, e Suzana Alves, a “Tiazinha”, que estavam diariamente no programa “H”, da Band. Cada uma delas aparece duas vezes na lista das 10 PLAYBOY mais vendidas da história. Joana posou três vezes. A primeira, como “Feiticeira”, quando nem mesmo tirou o véu, é a número um, com um milhão e 247 mil exemplares vendidos, em dezembro de 1999. Depois, a gata, que rebolava vestida de odalisca, reaparece em oitavo lugar na listagem, com a publicação de agosto de 2000.

Já “Tiazinha”, que aquecia as fantasias dos meninos com visual sadomasoquista composto de máscara e chicotinho, leva o segundo lugar das revistas PLAYBOY mais vendidas. A revista da morena, que saiu em março de 1999, vendeu um milhão e 224 mil exemplares. Ressurgindo na lista em sétimo lugar, Suzana também bateu recorde de vendas com a revista de março de 2000.

No final dos anos 90, um sucesso carioca toma conta do país: o funk. Com letras pornográficas e roupas que deixariam as tias Gretchen e Rita Cadillac com vergonha, um grande número de personagens aparece. Desde as enfermeiras, proibidas e ninjas do funk até a salada de frutas do Mc Créu. A primeira e mais famosa das frutas foi a Mulher Melancia – no momento, a bunda mais conhecida do país, com respeitáveis 119 cm, que ensinou o povo a dançar o “Créu” e depois se lançou como cantora com a sofrível “Velocidade 6” . Somente em 2008, ela já posou duas vezes para a revista PLAYBOY, que ainda não tem as vendas de suas edições contabilizadas.

Mulher Melancia já aparecia como a nova rainha do país da bunda, quando Gretchen decidiu passar sua coroa, seguindo as leis da monarquia: tudo em família. No mês de maio de 2008, Carol Miranda –funkeira e dançarina - assumiu o trono deixado pela titia. “Sempre admirei minha tia, mas nunca me imaginei fazendo o mesmo trabalho que ela”, contou a menina, que também se espelhou em Scheila Carvalho para rebolar. E a salada de frutas do funk continua com novas morenas popozudas: Mulher Jaca, Mulher Moranguinho e Mulher Melão.

 

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