Diversão

16/07/2008 - 12:31 (atualizada em 03/09/2008 23:28)

Batman é ofuscado por vilões em "Cavaleiro das Trevas"

Filme tem influência de tramas policiais e personagens que medem forças com a importância do Homem-Morcego

Por Diego Maia

Em suas passagens pelo cinema, Batman foi quase sempre ofuscado por seus algozes. No primeiro filme, dirigido por Tim Burton em 1989, o herói (Michael Keaton), perdia em carisma para um hilariante Coringa interpretado por Jack Nicholson. Nas seqüências, Mulher-Gato, Pingüim, Charada e Duas-Caras roubaram os holofotes do homem-morcego. (Não contabilizamos aqui os vilões Hera Venenosa e Mr. Freeze, de "Batman & Robin", porque queremos esquecer que esse filme existe).

Com a reinvenção do personagem capitaneada pelo diretor Christopher Nolan em "Batman Begins", Bruce Wayne voltou ao centro de tudo. Só para, novamente, perder espaço para vilões tão ou mais interessantes do que ele em "Batman - Cavaleiro das Trevas", que tem estréia mundial em 18 de julho.

Nesta segunda aventura do personagem dirigida por Nolan, a máfia de Gotham City é combatida pelo Tenente Gordon (Gary Oldman) e pelo íntegro promotor Harvey Dent (Aaron Eckhart) com a ajuda do Homem-Morcego (Christian Bale). Mas os criminosos viram o jogo quando recebem a ajuda do traiçoeiro e brilhante Coringa (Heath Ledger), que espalha uma onda de terror por Gotham ao manipular, com precisão, o medo da população da cidade.

Esta sinopse entrega apenas parte do que acontece em "Batman - Cavaleiro das Trevas". A intrincada trama policial que se instala no começo do filme lembra clássicos como "Operação França". Christopher Nolan admitiu essas e outras referências. Uma de suas grandes inspirações assumidas é "Fogo Contra Fogo", thriller de 1995 dirigido por Michael Mann, em que um policial (Al Pacino) e um ladrão (Robert De Niro) medem forças em pé de igualdade.



"Batman - Cavaleiro das Trevas" é exatamente isso: um duelo equilibrado, longo, barulhento e progressivamente emocionante entre o Homem-Morcego e seu maior antagonista, o Coringa. Heath Ledger, morto em janeiro deste ano, entrega a melhor atuação de sua carreira. Seu palhaço não é tão jocoso quanto o de Jack Nicholson. Também não é tão ensandecido quanto os trailers davam a entender. O Coringa de Ledger é imprevisível, manipulador, sempre ameaçador e freqüentemente engraçado. Ele entende que Batman, mais do que um justiceiro, é a figura que dá sentido à sua existência enquanto vilão propagador do caos. Um trabalho tão complexo que não é difícil acreditar que o ator tenha tido dificuldades para se livrar do personagem ao fim das filmagens.

Se Ledger é tudo o que se espera dele desde que as primeiras imagens do Coringa foram reveladas no começo do ano passado, Aaron Eckhart deve surpreender a todos com sua personificação do promotor Harvey Dent. Eckhart tem um papel tão complexo quanto o de Ledger: seu personagem, exemplo de integridade a toda Gotham City, sofre uma grande transformação em um espaço curto de tempo e o ator consegue torná-la crível e humana. (E, para apreciar bem a surpresa, é melhor não saber nada além disso!)

Christian Bale acaba ofuscado. Não só porque contracena com dois dos atores mais talentosos de sua geração, mas também porque seu personagem, desta vez, tem uma importância diferente na trama. Batman é o cavaleiro silencioso que prefere observar a tudo das sombras, na surdina. Mas neste filme, além disso, ele é apenas uma das três peças de sustentação de uma história sobre heróis, vilões e tudo o que existe entre esses dois lados antagonistas.

 

Sites Abril

| ExpedienteEspeciaisGuia de navegaçãoHomeMapa do sitePassaporte AbrilPolítica de privacidade

| Grupo AbrilAbout AbrilAnuncieAssinantesFale conoscoNewsletterTrabalhe conosco

Copyright © 2008, Abril Digital - Todos os direitos reservados