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Diversão

08/07/2008 - 10:53 (atualizada em 03/09/2008 23:28)

Tom Jobim influencia família com sua música

Antonio Carlos Jobim também contagiou a família que ele construiu - mulher, filhos e netos -, com a música que o fascinou na infância

Da Redação Bravo!

Antes de se apaixonar pelo velho piano Bechstein, aos 14 anos, Tom ouvia a mãe, dona Nilza, cantar e o tio Marcelo tocar Pixinguinha e Ary Barroso. Dedicou-se a estudar música. Casou-se com Thereza, teve dois filhos, Paulo e Elizabeth, encontrou parceiros célebres, criou a Bossa Nova, ganhou prêmios e consolidou sua carreira no exterior. Ao completar 50 anos, o maestro se separou de Thereza, se casou com a fotógrafa Ana Beatriz, 31 anos mais jovem, e teve outros dois filhos, João Francisco (morto num acidente de carro em 1998) e Maria Luiza. Foi praticamente pai e avô ao mesmo tempo.

A música, que estava no DNA de Tom, passou para o filho. Paulo, o primogênito, estudou arquitetura, piano, se tornou compositor, instrumentista e arranjador. Trabalhou com o pai e com feras como o cantor Milton Nascimento e a cantora de jazz Sarah Vaughan. Ao lado de Tom compôs duas canções: a instrumental Maria É Dia, com parceria de Ronaldo Bastos, e Forever Green, em inglês. Helena também fez uma música com o irmão, Não Devo Sonhar.

A segunda mulher, Ana Beatriz, e a filha dele Elizabeth cantavam na Banda Nova, em 1984, formada com a ajuda de Paulo e Ana Beatriz. Dela participavam Danilo Caymmi, Sebastião Neto, Jacques Morelenbaum, Paulo Braga, Paula Morelenbaum, Maúcha Adnet e Simone Caymmi. O neto mais velho, Daniel, produziu o último disco do avô, Antonio Brasileiro, com participações dos cantores Sting (ex-vocalista do The Police) e Dorival Caymmi.

Tom respirou música durante toda sua vida. Os últimos anos foram dedicados a shows, honras e glórias merecidíssimas. Ganhou prêmios imposrtantes como o Grammy, criou melodias para dois poemas do poeta português Fernando Pessoa e angariou títulos internacionais como Doutor Honoris Causa da Universidade de Lisboa e o de Melhor Compositor pela Organização dos Estados Unidos.

Lá fora, havia quem achasse que ele era americano. Era brasileiríssimo, até no sobrenome. Boêmio, bebia e fumava muito, amava as mulheres e a natureza. Tom viveu, amou e compôs com intensidade, do primeiro ao último dia de vida. Em 15 de setembro de 1994, viajou para Nova York a fim de se submeter a uma angioplastia. Em dezembro, médicos detectaram um tumor maligno na bexiga, que ele operou no dia 6. Dois dias depois, no entanto, teve uma parada cardíaca em decorrência de embolia pulmonar. Morreu em Nova York, contra a vontade, às 8 h de 8 de dezembro. ¿Quero morrer aqui no Brasil. É mais confortável morrer em português. Como é que você vai dizer para o médico, em inglês, que está sentindo uma dor no peito que responde na cacunda?, disse Tom em uma de suas entrevistas. Aqui ou lá, ficar sem Tom Jobim é só saudade. Com ele, nossa tristeza era mais bela.

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Por CLIMATEMPO

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