Cerca de 5 mil pessoas encheram o Via Funchal na noite de segunda-feira
Bruno Dias - 17/06/2008, 08:52 (atualizado em 17/06/2008 09:07)
Em uma das noites mais frias do ano, na capital paulista, pouco mais de cinco mil pessoas lotaram o Via Funchal para ver a garota prodígio do soul, Joss Stone. No seu segundo show em São Paulo, a cantora tocou por pouco mais de uma hora e meia, fazendo um resumo de seus três discos.
Marcado para começar às 22h, a apresentação de Joss Stone foi precedida pelo cantor Jair Oliveira. Jairzinho fez um “pocket show” de 40 minutos, com a participação de sua irmã, Luciana Mello. O público mostrou-se paciente durante a apresentação do cantor e entrou no clima, acompanhando Jairzinho em músicas como “Tiro onda (Pra Onda não me tirar)” e "Deixa Isso Pra Lá" (de Jair Rodrigues, pai de Luciana e Jairzinho).
Por volta das 22h50, a banda de Joss Stone puxou a introdução instrumental. No total, eram 10 músicos - incluindo guitarra, baixo, bateria, dois teclados, dupla de metais e um trio de backing vocals.
Em seguida, num vestido prateado, com seus cabelos cacheados soltos e, como já é de praxe, com os pés descalços, subiu ao palco a diva da soul. Sem enrolação, a inglesinha engatou a primeira, “Girl They Won't Believe It”.
Na terceira música, a cantora mostrou que, apesar de ter apenas 21 anos, pode se dar ao luxo de queimar um de seus maiores hits, “Super Duper Love”, logo de cara. Os fãs se derreteram e já era possível ver meninas, a grande maioria no local, chorando na primeira fila.
A cada manifestação de carinho do público, a cantora mostrava seu carisma e uma certa timidez, dando risadas nervosas, que denunciavam a pouca idade por traz da potente voz.
Outras músicas que empolgaram a platéia foram “You Had Me” (muito comemorada pelos presentes) e “Tell Me 'Bout It”. Nessa última, a cantora apresentou a banda e deu oportunidade para seu trio de backing vocals, formado por duas mulheres e um homem (que durante todo o show fizeram passinhos de dança sincronizados), mostrasse suas qualidades individuais com direito a trecho de “Superstition”, de Stevie Wonder.
Logo depois, Stone e a sua banda saíram, para voltar após sete minutos de suspense com o derradeiro bis. Seguiram-se “Victim Of A Foolish Heart”, “Right to Be Wrong” (sem dúvida a música mais cantada da noite) e um mash up de “No Woman No Cry”, de Bob Marley, com “Tell Me What We’re Gonna Do Now”. Esta com direito a distribuição de flores aos fãs que se espremiam na primeira fila.