14/09/2007 - 12:47 (atualizada em 03/09/2008 23:33)
Cirque du Soleil: das alturas do trapézio para o picadeiro
Ewerton Tobace
Há sete meses, Júlia Parrot, 35, viveu o momento especial do parto do primeiro filho. Desde então, se desdobra nos cuidados com o pimpolho e com a dura rotina de artista do Cirque du Soleil. "Eles dão um apoio muito grande, mas mesmo assim é complicado", conta a artista, que há nove anos e meio se dedica à trupe canadense.
Mãe solteira, Júlia conta que sua vida é assim - cheia de grandes mudanças. Ela começou sua carreira na companhia no espetáculo La Nouba, em Orlando (EUA), onde ficou quatro anos. Agora, encara as alturas dos números de Kà, em cartaz no hotel-cassino MGM Grand, em Las Vegas. "Eu morria de medo de altura. Talvez por isso sempre procurei os números aéreos", afirma.
Formada em artes plásticas, a brasileira sempre teve adoração por teatro e conta que a arte circense surgiu em sua vida quando tinha 15 anos. "Entrei numa escola de circo para malhar mesmo. Mas acabei tomando gosto e fui levando as aulas cada vez mais a sério", diz. No período da faculdade ela chegou a dar um tempo com o circo. "Tentei levar uma vida normal", brinca. "Mas aí surgiu a oportunidade de fazer o teste para o Cirque du Soleil. Achei que nunca ia passar", completa a moça, que agora tem outro objetivo a cumprir. "Quero ser palhaça!", diz, seriamente.