Diversão

14/09/2007 - 11:10 (atualizada em 03/09/2008 23:33)

Cirque du Soleil recruta novos artistas; brasileiros estão entre os preferidos da trupe

Ewerthon Tobace
"A pessoa não pode ter vergonha de nada. Às vezes, eles pedem para subir no trapézio e cantar uma música". É assim que Júlia Parrot, brasileira que integra a trupe do Cirque du Soleil, descreve a bateria de testes a que os artistas são submetidos para entrar no grupo.

Anualmente, uma equipe do Cirque viaja o mundo em busca de novos talentos. Há vagas para todo tipo de habilidade: acrobatas, dançarinos, cantores, músicos, palhaços e atores. E os brasileiros estão na lista dos preferidos dos produtores da trupe. "Talvez porque o brasileiro seja muito criativo e se adapta fácil a qualquer situação", sugere Alessandro D'Agostini, um dos brazucas da trupe.

Além dos testes promovidos em várias cidades ao redor do mundo, a equipe de caça-talentos também visita festivais circenses e shows para selecionar novos integrantes. "O Cirque du Soleil não busca apenas pessoas com habilidades artísticas ou esportivas, mas também aqueles que estão dispostos a expressar sua criatividade interna", explica a assessoria do circo.

"Vi muita gente ser reprovada por ter vergonha de cantar", diz Júlia Parrot sobre esses testes, em que os avaliadores pedem coisas "absurdas" para os candidatos. Para Fernanda Monteiro, outra artista do Brasil, as tarefas inusitadas têm um propósito. "Eles querem ver como a pessoa reage a um comando", opina.

 
 

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