17/07/2007 - 20:14 (atualizada em 03/09/2008 23:27)
Não há limites para o circo no show Kà, do Cirque
Ewerthon Tobace
KÀ é o espetáculo mais caro produzido até agora pelo Cirque du Soleil. Custou cerca de US$ 165 milhões, e teve sua estréia em fevereiro de 2005. Em cartaz no hotel-cassino MGM Grand, o show é inspirado na crença egípcia de KÀ, uma duplicata invisível do corpo, espécie de espírito. Falar dele é difícil, pois ele foge do convencional. Mas KÀ que não há limites na criação de espetáculos circenses.
A parte teatral é muito bem apurada. KÀ conta a história de dois irmãos gêmeos (uma menina e um menino), herdeiros de um reino encantado.
O rei, a rainha e o povo celebram o aniversário dos pequenos quando, subitamente, são atacados pelo inimigos. O rei e a rainha são mortos. A ama e os gêmeos fogem num barco, mas são colhidos por uma tempestade. O menino se perde.
A partir daí, sucedem as cenas, sobretudo aéreas. O público acompanha as perigosas travessias dos protagonistas por mundos desconhecidos, até o reencontro. Tudo recheado com números circenses.
O brasileiro Kleber Berto é um dos personagens principais da peça. Ele é uma espécie de protetor dos gêmeos. Perito em capoeira, o artista executa números que exigem técnica e habilidade, como a cena das figuras feitas com a sombra das mãos.
Kà
Quando: terça a sábado, às 19h e às 21h30
Mais informações e reservas: www.ka.com ou www.mgmgrand.com.