Diversão

17/07/2007 - 16:17 (atualizada em 03/09/2008 23:27)

Cirque du Soleil volta ao Brasil em 270 apresentações do show Alegría

Ewerthon Tobace

O Cirque du Soleil vem ao Brasil de novo. E desta vez vão passar por seis cidades, com 270 shows do espetáculo Alegría. A temporada começa dia 14 de setembro e vai até dia 1 de junho do ano que vem.

Curitiba (PR) abre a turnê e Porto Alegre (RS) vai fechar. O circo vai passar ainda por Brasília (a partir de 19 de outubro), Belo Horizonte (a partir de 22 de novembro), Rio de Janeiro (a partir de 27 de dezembro) e São Paulo (a partir de 07 de fevereiro de 2008).

O Alegría foi o escolhido para esta turnê de dez meses pelo Brasil. Criado por Gilles Ste-Croix e dirigido originalmente por Franco Dragone, o show traz como tema principal o mau uso do poder político, seja ele de reis, tiranos ou ditadores.

Não adianta nem perguntar para os organizadores: a escolha do show não foi proposital. "Nós não podemos voltar o relógio e não podemos mudar o mundo. Mas podemos redescobrir a fé mágica na ternura humana", filosofa Dragone.

O show

O título do espetáculo vem do espanhol, mas o significado é o mesmo que conhecemos em português. Alegría é uma mistura de habilidades, flexibilidades e rapidez, combinados com muita elegância nas performances. Figurino, cenário e luzes impecáveis completam o espetáculo.

Exagero nos adjetivos? Não, com certeza. Alegría é um dos melhores shows itinerantes da trupe. Possui no elenco cerca de 53 artistas de 14 países diferentes, entre acrobatas, músicos, cantores, palhaços e atores. É neste espetáculo que se apresenta o brasileiro Marcos de Oliveira Casuo, que se destaca como um dos três palhaços.

A primeira apresentação do show foi em Montreal, no Canadá, em abril de 1994. Já passou por mais 15 países e foi visto por mais de 9 milhões de pessoas.

Guy Laliberté, presidente-fundador do Cirque du Soleil, dá sua versão para o espetáculo: "no Alegría todos os sonhos são permitidos. Você é o rei, o poeta e o palhaço. O palco é uma corte real onde a imaginação reina, onde todas as emoções da alma são expressadas, mas onde a alegria vence no final."

Performances

Uma das características mais marcantes dos espetáculos do Cirque du Soleil é a participação ativa do público nos números cômicos. Não se intimide, deixe a vergonha de lado, e aproveite os 5 minutos de fama, caso algum palhaço te escolha para participar do número (ou melhor, da palhaçada). Em Alegría, não é diferente.

Mas neste show, os palhaços não estão ali somente para fazer rir. Eles nos levam à reflexão. Mas nada de queimar neurônios. O circo é pura diversão e, este espetáculo foi inspirado nas famílias circenses que cruzavam a Europa e levavam alegria por onde passavam. "É uma celebração da vida", descreve o diretor artístico, Luc Ouellette. "Cada personagem, figurino e performance evoca um tempo quando a fantasia era mais real e a mágica era parte da vida cotidiana", emenda o diretor Franco Dragone.

O cenário, de encher os olhos, reproduz os salões do século 17. Já o figurino traz peças supercoloridas e que ajudam a dar o toque de magia à peça. A música - executada ao vivo - transita entre o jazz, o pop, o tango, com instrumentos acústicos e de percussão. Assim como em Saltimbanco, neste show os músicos fazem parte do espetáculo. Eles dão as caras e, muitas vezes, tomam o centro do palco.

Entre os nove atos apresentados, estão atrações no trapézio, no trampolim e acrobacias com barra, números com fogo, fitas e malabares. Mas o ponto alto do Alegría fica por conta da última apresentação, num número aéreo de tirar o fôlego chamado Aerial High Bar.¿

 

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