27/02/2007 - 16:26 (atualizada em 03/09/2008 23:29)
Brasil está em busca de um Guga golfista
Denis Eduardo Serio
O Brasil ainda engatinha no golfe e muito disso se deve ao fato de não termos um grande expoente do esporte que trouxesse divulgação para a modalidade. É por isso que o golfe está em busca de um "Guga golfista".
"Falta um Guga no golfe. A gente vem tentando quebrar os paradigmas de que é um esporte de velho e que é um esporte caro. Nosso incentivo ao jovem é muito grande, porque é daí que vai sair o Guga", afirmou o presidente da Confederação Brasileira de Golfe, Álvaro Almeida.
Para ele, o golfe tinha que seguir os caminhos do tênis no Brasil para poder ter maior exposição e aumentar seu número de praticantes. "Alguns empresários passaram a construir quadras de tênis públicas e assim o esporte se desenvolveu no Brasil, até surgir um Guga", disse.
Enquanto o Guga golfista não aparece, o Brasil está bem atrás até dos rivais sul-americanos no nível dos golfistas, como Paraguai e, principalmente, a Argentina, que possui grande quantidade de atletas de destaque. "A verdade é que o Paraguai tem golfista de expressão e argentina tem 15 ou 20 golfistas de ponta. Estamos 20 anos atrás da argentina", acrescentou.
A confederação ainda luta para derrubar a imagem de que o material para se praticar golfe é caro. Atualmente, já existem muitos driving ranges construídos no Brasil, onde qualquer pessoa pode alugar muitas bolinhas por cerca de dez reais e treinar por um bom tempo.