08/02/2007 - 20:13 (atualizada em 03/09/2008 23:29)
Will Smith prefere sucesso de público a Oscar
Anita Martins
O americano Will Smith, 38 anos, indicado à estatueta de melhor ator de 2006 com À Procura da Felicidade, está na disputa por um Oscar pela segunda vez. Apesar de importante, o fato não representa a maior emoção da vida de Smith como ator. O mais popular astro negro da história do cinema já revelou que prefere mil vezes quebrar um recorde de bilheteria a ganhar um Oscar. "O que importa é a sensação de que a platéia se divertiu ou se emocionou com meu trabalho", disse.
Nesse quesito, Smith já pode ser considerado vencedor. Antes de virar uma estrela das telonas, Smith já brilhava nos palcos. Aos 18 anos, ficou milionário como cantor de rap ao lado do parceiro Jeff Townes. A dupla DJ Jazzy Jeff e Fresh Prince decolou, Smith ganhou muito dinheiro, mas gastou também - com casas, carros, jóias - e quase faliu.
O primeiro trabalho como ator, no seriado O Rei do Pedaço (1990), em que interpretava ele mesmo durante o período em que levou a vida como músico, foi um grande um sucesso. Em decorrência disso, ganhou o primeiro papel como protagonista no cinema, em Seis Graus de Separação (1993). Em 1995, se estabeleceu com Bad Boys. Depois, emplacou uma série de filmes bem-sucedidos como Independence Day (1996), MIB - Homens de Preto (1997) e Hitch - Conselheiro Amoroso (2005).
Em À Procura da Felicidade, Smith está muito bem na pele do personagem verídico Chris Gardner. Desempregado em São Francisco, investiu as economias em scanners de densidade óssea, mas não obteve êxito. Consegue trabalho numa corretora de valores, que também não dá certo. Além disso, a esposa não agüenta mais viver ao lado de uma pessoa tão sem perspectivas. Somente o filho lhe traz alegrias. O drama não tem muitas surpresas, mas é emocionante.