18/01/2007 - 19:27 (atualizada em 03/09/2008 23:28)
Os fins justificam os meios no seriado Weeds
Camila Rutka
Com ironia do melhor calibre, a série Weeds, exibida pelo GNT, apostou no inusitado para surpreender o telespectador. Em sua segunda temporada no Brasil, a comédia tem como protagonista a atriz Mary-Louise Parker no papel da jovem viúva Nancy Botwin, que se viu em apuros após a morte do marido.
Para garantir o sustento dos filhos, ela aposta no comércio ilícito e passa a vender maconha na pacata e, aparentemente conservadora, cidadezinha Agrestic, na Califórnia.
Não bastasse os problemas financeiros, Nancy ainda tem que lidar com dois filhos cheio de neuroses, um cunhado e uma empregada sanguessugas. E ainda descobre que seu primeiro relacionamento sério depois da morte do seu marido é com um agente de narcóticos.
A irreverência permeia até o material promocional da comédia. Para divulgar a segunda temporada de Weeds, os produtores da série veicularam na edição de agosto da revista americana Rolling Stone um anúncio com a foto do elenco e uma tira que exalava o aroma de maconha.
Comédias
Usando o subúrbio da classe média alta como cenário, Weeds se assemelha ao programa Desperate Housewives no quesito atire-a-primeira-pedra-quem-nunca-errou. Coloca para correr a platéia hipócrita e acolhe espectadores que se deliciam ao ver o herói quebrando as regras.
Os dois seriados disputaram a categoria de melhor série de comédia ou musical no Globo de Ouro, realizado no dia 15 de janeiro, em Los Angeles, mas nenhum levou a estatueta.
Na cerimônia de 2006, as quatro protagonistas de Wisteria Lane que concorreram com Mary-Louise Parker na categoria de melhor atriz, viram seu favoritismo desabar, quando a atriz de Weeds subiu ao placo para levar a estatueta para casa.
Não que prêmios sejam uma novidade para a carreira de Louise Parker, que já arrebatou duas vezes o Globo de Ouro por sua participação no drama televisivo Angels in America. Nesse ano, ela, Marcia Cross e Felicity Huffman também disputaram o Globo de Ouro.